Audiência Pública Sobre a Privatização do Sistema Prisional RJ.

 construção de presídios no Estado do Rio de Janeiro é de responsabilidade da Secretaria de Estado de
Administração Penitenciária (SEAP) juntamente com o programa Delegacia Legal, vinculado à Secretaria de Obras, estes órgãos deveriam fiscalizar o andamento e conclusão das obras, mas, aparentemente não é isso que vem sendo feito na prática, pois os problemas estruturais e de acabamento de tais construções vem
trazendo prejuízos financeiros aos cofres públicos. Nas cadeias públicas inauguradas entre os anos de 2007 e 2014, existem problemas grosseiros de infraestrutura, que se fiscalizados à época da construção não trariam tamanhos prejuízos aos cofres estaduais e federais. No complexo prisional de Guaxindiba/São Gonçalo, a cadeia pública Tiago Castro Teles Domingues, SEAP/TD,
possui guaritas minúsculas, sem isolamento térmico e refrigeração, o que causa aos servidores que nelas trabalham sensação de confinamento, dores articulares, calor ou frio excessivos. O sistema de tratamento e escoamento de esgoto encontra-se inoperante, o que causa retorno dos detritos para o interior da cadeia e transbordamento pelos bueiros e consequentemente danos ao ecossistema da região, sendo utilizado caminhão vácuo para a limpeza do esgoto, quanto custa os serviços destes caminhões? Quem arca com estas despesas? A muralha da cadeia que é composto de quatro guaritas e passadiço apresenta rachaduras e
desprendimento de placas de concreto. A parte elétrica apresenta constante defeito o que consequentemente danificou o transformador, segundo relatório da fornecedora de energia elétrica local ,AMPLA, estando a Unidade Prisional funcionando à base de gerador alugado, consumindo cerca de 7 mil litros de
 óleo diesel, portando além do aluguel do gerador soma-se os gastos com o combustível para seu funcionamento. Os problemas estruturais não são diferentes em outros presídios construídos no estado do RJ no período de 2007 a 2014. Muito nos assusta a construção do Presídio em Resende/RJ, na localidade de
Bulhões, pois foi erguido em uma área rural e sem rede de esgoto, portanto sem saneamento básico, sendo a região rica em lençóis freáticos que são utilizados para consumo próprio dos moradores e para a criação de animais . Portanto fica a pergunta, quem paga a conta? A conta do desperdício do dinheiro dos pagadores de impostos. Obras mal projetadas que após finalizadas passam constantemente por reparos, remendos, gastando mais verba pública. O jogo de "empurra" das construtoras é infindável, as mesmas não assumem os erros e se recusam a repararem os danos causados pelas falhas nos projetos. Enquanto isso assistiu passivamente nossos impostos indo literalmente por ralo abaixo.

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