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27/07/15

TRIBUNA RELEMBRANDO SERIES DE FUGAS QUE FORAM NEGOCIADAS NO PRIMEIRO ESCALÃO, MAS QUE OS INSPETORES É QUEM FORAM RESPONSABILIZADOS

Traficante foge pela porta da frente de um presídio de Niterói, no Rio

O traficante Leonardo Marques da Silva, 33, o Sapinho, fugiu ontem do Instituto Penal Vieira Ferreira Neto, em Niterói (15 km do Rio), pela porta da frente em uma ação onde nenhum disparo foi efetuado. Ele cumpria pena em regime fechado, embora o STJ (Superior Tribunal de Justiça) tivesse concedido a ele direito ao semi-aberto (trabalha de dia e dorme no presídio). O preso foi condenado por tráfico de drogas e formação de quadrilha. 

O tribunal concedeu o benefício do semi-aberto embora o criminoso já tivesse fugido duas vezes (1989 e 1994) de Bangu. 

Dois agentes penitenciários de plantão foram presos em flagrante. Eles são acusados de terem facilitado a saída de maneira dolosa (intencional). O chefe dos agentes, cujo nome não foi revelado pela polícia, deverá ser indiciado por facilitação culposa. 

Chefe do tráfico no morro da Providência (centro do Rio), Sapinho movimenta R$ 40 mil por semana com a venda de drogas na favela, segundo a polícia. 

Segundo os agentes, por volta das 2h, um homem com farda da Polícia Militar bateu no portão do presídio pedindo uma quentinha. O agente penitenciário Júlio César dos Santos, 48, teria aberto a porta e sido rendido pelo falso PM. 

O procedimento seria comum entre os agentes e os PMs que fazem a vigilância externa. No entanto, eles não explicaram porque abriram a porta, em vez de passar a comida pela escotilha do portão. 

Em seguida, um homem vestido de agente penitenciário teria entrado e ajudado a render o agente Marco Aurélio Corrêa Avelar, 43. Ele teria sido obrigado a levar os criminosos até a cela de Sapinho. 

“Estranhamos que o agente Avelar, que viu os bandidos antes de ser visto, não tenha requisitado ajuda aos PMs que fazem a guarda externa do presídio", afirmou o delegado titular da 78ª DP (Delegacia de Polícia), Nilton Fabiano Lessa Gama, que investiga a fuga. Os agentes disseram que os comparsas de Sapinho os algemaram antes da fuga. 

O delegado afirmou ter estranhado ainda que todas as portas por onde os agentes passaram com os criminosos tenham sido fechadas a cadeado, principalmente considerando a pressa do bando em sair do local. 

Além de dois revólveres, os invasores tiveram tempo de levar a fita de vídeo com as imagens captadas por três câmeras distribuídas pelas partes externa e interna do presídio. 

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