De alvará em alvará! "Não precisa explicar, eu só queria entender!" O Macaco ta certo!!!
Fraude em alvarás: esquema que libertou “Rei das Armas” também beneficiou comparsa meses antes
Apuração revela inconsistências na responsabilização de servidores e omissão da SEAP sobre período crítico de envio de documentos falsos por e-mail
Por Redação Tpnews
🗓️ 22 de julho de 2025
📍 Rio de Janeiro
Segundo STJ, "investigação de falsidade de documento federal é competência da Justiça Federal (Informativo 541 - STJ), entretanto, SEAP-RJ teria solicitado a intervenção da Policia Civil do Rio no caso para dar uma resposta rápida para imprensa.
Segundo investigações da Polícia Federal, o esquema que resultou na libertação fraudulenta de João Felipe Cordeiro Barbieri — conhecido como o “Rei das Armas” e enteado de Frederick Barbieri, apontado como o maior traficante de armas das Américas — também beneficiou outro membro da quadrilha semanas antes: João Victor Silva Rosa.
Conforme apuração do Tpnews, com base em boletins internos da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (SEAP-RJ), João Victor Rosa foi posto em liberdade no dia 14 de outubro de 2020, também por meio de alvará de soltura falso, supostamente emitido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). À época, segundo consta nos registros da SEAP, quem respondia pela Coordenação Geral de Classificação da pasta era a policial penal Niete Elias Moura.
Alvarás forjados e libertações em série
A trama dos alvarás falsificados teria se iniciado em pleno início da pandemia da Covid-19, quando, por força de decretos sanitários, foi autorizada a remessa de documentos oficiais por e-mail. Essa medida, inicialmente emergencial, acabou criando uma brecha explorada por criminosos para forjar alvarás em nome da Justiça Federal.
João Felipe Barbieri foi beneficiado pela mesma fraude no dia 18 de novembro de 2020, ou seja, 34 dias após a liberação de João Victor Rosa. Os dois casos têm características idênticas: uso de documentos falsos, procedimentos internos não verificados e a assinatura supostamente atribuída a autoridades do TRF-2.
Contradições na investigação da Polícia Civil
Apesar da apuração estar sob a responsabilidade da Polícia Federal, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro abriu investigação paralela após um pedido de apoio da própria SEAP-RJ. Essa atuação resultou na prisão de suspeitos envolvidos na falsificação dos alvarás, inclusive de servidores públicos.
No entanto, uma das decisões mais controversas da operação foi a prisão temporária do servidor Fábio Luis Polidoro, apontado como responsável pela Coordenação Geral de Classificação da SEAP no momento da emissão de um dos alvarás forjados.
Segundo o delegado responsável, a prisão foi motivada pelo cargo ocupado por Polidoro à época. No entanto, conforme apurado pelo Tpnews, Polidoro só assumiu a chefia do setor cinco dias após o cumprimento do alvará falso que libertou João Victor Rosa, em outubro de 2020.
Quem realmente exercia a função naquele momento, de acordo com documentos internos da própria Secretaria, era a servidora Niete Elias Moura. Curiosamente, após o afastamento de Polidoro, Niete retornou ao mesmo cargo, o que levanta dúvidas sobre a real motivação por trás das nomeações e exonerações.
Auditoria limitada e omissão da SEAP
Outro ponto que chama atenção na condução do caso é a limitação da auditoria interna determinada pela Secretaria de Administração Penitenciária. Apesar de os envios de alvarás por e-mail terem se iniciado em março de 2020, com a publicação de decretos de prevenção à pandemia, o então secretário Raphael Montenegro determinou auditoria apenas sobre os meses de setembro, outubro e novembro daquele ano — justamente o período em que os casos de Rosa e Barbieri ocorreram.
Essa restrição temporal pode ter impedido a identificação de outros possíveis casos semelhantes, deixando de fora o período mais crítico da pandemia, quando o controle documental era mais vulnerável.
Conclusão
A trama envolvendo falsificação de alvarás e a libertação de criminosos de alta periculosidade expõe falhas gravíssimas na cadeia de controle da SEAP-RJ, além de possíveis tentativas de responsabilização seletiva de servidores. A ausência de uma auditoria abrangente e as contradições entre os dados oficiais e as investigações reforçam a necessidade de esclarecimentos públicos urgentes por parte do Estado do Rio de Janeiro.
📌 Tpnews continuará acompanhando o caso e exigirá transparência das autoridades envolvidas.
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Rádio Corredor
1- Na Coordenação de Classificação, um de seus membros atuaria como Banco informal, emprestando dinheiro a juros (agiotagem). Segundo bastidores na central do Brasil, Polidoro seria um cliente assíduo da empresária do ramo de empréstimos informais, motivo pelo qual, sua prisão causou preocupação.
2- Comentários entre presos do cárcere fluminense, indicam que a fuga teria custado cerca de 15 milhões de reais para a dupla de traficante de armas.
3 - Será que a Polícia Civil investigou isso? Ou só veio da uma satisfação a sociedade? Já que as investigações da Polícia Federal continuam. Afinal... Houve Crime Federal!
De acordo com o informativo 541 do STF - Supremo Tribunal Federal, compete à Justiça Federal processar e julgar ação penal relativa a crime de falsificação de documento público e de uso de documento falso (C.P, artigos 297 e 304, respectivamente), quando a falsificação incide sobre documentos federais. Com base nessa orientação, a Turma proveu recurso extraordinário para assentar a competência da Justiça Federal para julgar os delitos cometidos pelo recorrido, consubstanciados na adulteração de Certidão Negativa de Débito emitida pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, assim como no caso de falsificação de emissão de alvará para libertar preso da justiça Federal.
O artigo 4º da Lei 13.188/2015 impõe a proporção entre a resposta ou retificação e a “matéria que a ensejou”. ... Em segundo lugar, submete-se o direito de resposta ao prazo decadencial de 60 dias (artigo 3º da Lei 13.188/2015) contado de cada divulgação, publicação ou transmissão da matéria ofensiva.16 de nov. de 2015




