Autoridade da SEAP se deslocou até Bangu 8 para acompanhar cumprimento do alvará de ex aliado em governo Witzel
Em tempos de alvarás falsos, um detento ilustre teve o cumprimento de seu benefício em 26 de dezembro de 2020, na presença do também ilustre, ex-subsecretario Geral da SEAP-RJ.
Gothardo Lopes Neto, ex-prefeito de Volta Redonda, ex-deputado estadual e dono do hospital HINJA, que segundo MPF teria feito depósito na conta da primeira dama Witzel, entre outros, foi um dos nove alvos da operação que afastou o governador Witzel em decisão do STJ.
Foram denunciados ainda a primeira-dama Helena Witzel, Lucas Tristão, Mário Peixoto, Alessandro Duarte, Cassiano Luiz, Juan Elias Neves de Paula e João Marcos Borges Mattos.
A participação da primeira-dama como advogada em um processo de execução fiscal da família de Gothardo, dona do Hospital Infantil e Maternidade Jardim Amália (HINJA), chamou a atenção dos investigadores que comandam o caso.
O processo, que tramita na Justiça Federal de Volta Redonda, tinha como patrono o advogado Lucas Tristão, supostamente ligado ao esquema; porém, no decorrer da ação, a primeira-dama entrou com uma petição para avisar que estava ingressando na mesma causa e passando a advogar para o hospital.
Foi quando, segundo as investigações, o escritório passou a receber os R$ 15 mil mensais apenas por esse serviço. Não há, de acordo com a PGR, nenhum outro documento no âmbito desse processo que tenha justificado o vultoso pagamento por apenas uma petição, assim como não há motivação para que um subsecretário vá até Bangu para acompanhar o cumprimento de um benefício à um preso, considerando que trata-se de função específica do Chefe da Classificação.
Mediante a tantas denúncias de Alvarás falsos na SEAP-RJ revelados pela mídia, seria interessante que a autoridade voltasse a acompanhar todos os cumprimento de alvarás de meros mortais do crime, já que atualmente é o 01 da pasta!
Esta é a minha opinião!
