Investigação da Corregedoria Constata busca eletrônica irregular na SEAP-RJ

 Servidores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio, podem ter sido monitorados irregularmente, por esquema de busca ilegal.

Imagem: Reprodução internete

Rio - A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) criou em 2018 uma sala de Busca Eletrônica. O espaço com equipamentos interligados ao Guardião realizava um monitoramento clandestino em servidores da SEAP para fins diversos, e não seria exagero imaginar que até mesmo para fins pessoais ou políticos, vez que funcionava supostamente sem o conhecimento do Ministério Público, já que o convênio de utilização do guardião é exclusivo para fins legais e com parceria entre MPERJ/SISPEN-SEAP, com a Promotora Valéria da 21ª PIP e o Superintendente da Policia Federal Samuel sendo os responsáveis pelo monitoramento dessas instituições. O Convênio não abarca a corregedoria, entretanto o equipamento era operado por duas servidoras lotadas na corregedoria e um servidor “ISAP” do SISPEN, mas cedido oficiosamente à CORREGEDORIA.

Termo de Declaração

Segundo o termo de declaração de Rafael Alcântara Mascarenhas, Chefe do setor de busca ilegal da corregedoria, “a corregedoria, comandada pelo Delegado de Polícia Federal, Fabio Andrade, manteve sob o seu comando três terminais de busca eletrônica, incluindo o Notebook pessoal do delegado.


PROCESSO E-21\006.059\2019

Após denúncia feita a ouvidoria da SEAP, e, com a instauração de sindicância, os HDs (discos rígidos) desses computadores foram estranhamente substituídos e formatados por servidores não autorizados e subordinados ao corregedor.



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