Corrupção e controle de presídios brasileiros por facções criminosas preocupa o mundo!

Por Wilson Camilo - Colunista

Rio - Casos de corrupção de agentes público do sistema penitenciário e a presença de grupos criminosos organizados nos presídios brasileiros, preocupam o Subcomitê de Prevenção da Tortura (SPT) da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo relatório desse colegiado sobre o Brasil, a prática de corrupção foi evidenciada pelo controle quase completo de certos locais de detenção pelos grupos do crime organizado somado a corrupção de agentes públicos.

A corrupção é ampliada por ato de gestores que são no mínimo suspeitos, a começar pelo fato de que, pessoas de condutas já reconhecidamente nefastas, são continuamente nomeados para ocuparem cargos chaves no sistema prisional, tudo isso, é turbinado pelo poder económico das facções dentro dos presídios.

A campanha denominada de “operação Iscariotes”, será apenas mais uma grande toalha para "enxugar gelo", caso não haja uma mudança nos critérios de e investigação social, mudança nos critérios nas escolhas de elementos para ocuparem cargos chaves, além de um controle racional nas regalias concedidas a grupos criminosos que dominam  os presídios brasileiros. Recentemente no estado do Rio de Janeiro, a SEAP-RJ autorizou a entrada de valores bem elevados para presos do sistema prisional fluminense, o valor autorizado foi aproximado de um salário mínimo por preso; consideremos que em uma unidade prisional superlotada, com aproximadamente quatro mil presos, cada um receba mil reais por mês, o valor médio circulando dentro deste presídio, será de quatro milhões mensais, imaginem o poder financeiro de corrupção que criminosos presos detém, em uma única unidade prisional.

Fica fácil compreender as causas do elevado número de celulares, e, prisões de agentes público, advogados, visitantes que são constantemente flagrados, tentando adentrar as unidades prisionais com ilícitos.

Recentimente, no complexo de Gericinó, Bangu, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, dois exemplos que se encaixam no que relatamos, o primeiro ganhou notoriedade e visibilidade midiática, foi  o caso do Diretor do Presidio (Bangu 8), que, virou assessor do ex preso que tomou posse na ALERJ, o segundo caso, foi comparado pelos indignados servidores, como; “A raposa cuidando do Galinheiro”, o caso do ex-chefe das Portarias Unificadas,  flagrado, conduzido a sede policial, por suspeitas de participar na tentativa de entrega de vestuários, jóias e entorpecestes, ao preso conhecido como “Abelha” (um dos lideres da facção CV) na unidade Prisional Vicente Piragibe, O agente público, só não ficou preso em flagrante, (segundo relatos); por influencia e interferência de pai Delegado de Policia aposentado.






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