Presos na operação lava jato, compara Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro a uma casa de prostituição
"Aquela casa de prostituição que tem do lado da Igreja
São José".
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| Palácio Tiradentes (ALERJ) ao lado, Igreja São José |
Foi assim que um dos presos na semana passada na Operação
Favorito, o empresário Luiz Roberto Martins, se referiu à Assembleia
Legislativa do Rio (Alerj), segundo transcrições de interceptações telefônicas
que constam na denúncia do Ministério Público estadual, apresentada na 3ª Vara
Criminal de Duque de Caxias.
Na conversa ao qual o blog teve acesso, o empresário desabafa
com um funcionário da Secretaria de Saúde sobre a perda de espaço no governo
estadual da Organização Social a que ele era ligado, o Instituto Unir Saúde.
Ele reclama que outras duas entidades - Hospital Mahatma
Gandhi e Instituto dos Lagos Rio - "estão mais vivas do que nunca"
por causa de um ex-secretário (não identificado) e pela influência da
"casa de prostituição", que, segundo a denúncia, trata-se da Alerj.
A reportagem também mostra que há suspeitas em torno das
relações entre presos na operação e o Hospital Mahatma Gandhi, alastrando o
rastro de problemas que cerca a gestão de unidades de saúde por OSs no Estado
do Rio.
