Preso é encontrado morto no presídio Gabriel Ferreira Castilho – Bangu 3-B
Suposto homicídio teve local do crime desfeito dentro da unidade prisional
Gabriel Ferreira Castilho.
Rio - Morte de detento na última sexta-feira, 1º de maio,
feriado do trabalhador, a rotina de trabalho dos servidores foi alterada na
unidade prisional Gabriel Ferreira Castilho, Bangu 3-B (Q.G. do Comando
Vermelho), unidade que abriga o conselho do crime, a nata do CV, maior facção
do Estado do Rio de Janeiro, que após encontrarem o corpo de Thiago Nogueira
Nolla, já moribundo, levaram o cadáver para o Hospital Hamilton Agostinho, onde
o médico de plantão atestou que Thiago já chegou sem vida ao pronto atendimento
da unidade prisional hospitalar, A polícia civil foi acionada e foram até o
local, onde segundo denúncia, estranharam a situação e nem se quer olharam o
corpo, pois entenderam que nada mais poderia se fazer em questões periciais,
pois o local do suposto crime, já
estaria desfeito por quem conduziu ou determinou a sua condução para o hospital
penal. Segundo artigo 347 de nosso Código Penal, entende que esse crime é
“inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o
estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o
perito” e que a pena varia entre 3 meses e 2 anos, além da multa. E se for um
processo penal, as penas dobram (6 meses a 4 anos). Thiago chegou a entrar com
pedido HC (habeas corpus) no STJ alegando excesso de prazo, pois cumpria prisão
cautelar a mais de um ano e cinco meses, entretanto teve o seu pedido negado
pelo desembargador Siro Darlan.
Denúncia ao MPRJ
A Tribuna Penitenciária recebeu informações sobre a
possibilidade de que o crime na verdade tenha sido uma forma de burlar
informações que levem a unidade prisional a ser isolada por covid 19,
considerando que seria o primeiro preso contaminado na unidade prisional, entretanto,
dois servidores da unidade foram contaminados, (subdiretor e o chefe de
custódia), chegando um a vir a óbito. O primeiro contaminado foi o servidor
Wagner, do setor de custódia, que veio a falecer, já o segundo seria o
Subdiretor da unidade prisional, que se encontra afastado das funções, Bernardo, o que já seria mais do que suficiente
para isolar a unidade prisional e assim os presos perderiam muito de seus
benefícios, como por exemplo: Jogar futebol, receber bolsas, SEDEX e
principalmente abertura para futura liberação de visitantes. Uma Denúncia foi
encaminhada ao MPRJ pedindo para que seja apurada as verdadeiras razões da
morte do preso, assim como apuração da motivação pela qual foi desfeito a cena
do suposto crime.

