Prefeito de Manaus chora, pede ajuda e diz que em vez de ajuda recebeu caixões do governo federal
O prefeito de
Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), em entrevista a CNN-Brasil, disse que,
o Estado do Amazonas já não vive uma situação de emergência, mas sim, um estado
de calamidade. Manaus é o local de maior precariedade no país, onde o sistema de saúde está colapsado, corpos tendo que aguardar em casa e necrotério da
cidade. Ele fez críticas à postura do presidente Jair Bolsonaro diante da
pandemia da covid-19 –doença respiratória causada pelo novo coronavírus,
Arthur Virgílio se indignou ao solicitar ajuda ao ministério de Saúde, e ao invés
de EPI (Equipamento de proteção individual), tomógrafo, insumos e demais
condições para equipe médica salvar vidas, foi surpreendido com o envio de
caixões pelo governo federal, Em entrevista a CNN, o prefeito de Manaus não se
conteve e chorou ao relatar que mandou devolver os caixões para bolsonaro e
reiterou que o povo da cidade de Manus, capital do estado que é responsável
pela emissão de oxigênio para todo país e o mundo, não precisa de caixão, e sim
de continuar respirando, e pra isso precisa de respiradores, tomógrafos e
respeito, e não de um presidente cínico
e sem um minimo de sensibilidade com a vida humana.
O prefeito criticou fala de Bolsonaro sobre coveiros. Na 2ª feira (20.abr.2020), ao ser indagado
sobre o número de mortes no Brasil, o presidente disse: “Quem fala de… eu não
sou coveiro, tá certo? Não sou coveiro”. Ao criticar a postura do presidente,
Arthur Virgílio Neto chorou e pediu ajuda a Mourão.
