O que esconde a nora de Crivella?
Em tempos normais, a quantidade de informações que a gente recebe já é gigantesca. Agora, em época de pandemia, nem se fala. Por isso, vou trazer como tema de hoje da coluna algo que pode até ter passado meio batido, mas gera dúvidas que podem trazer informações importantes se forem esclarecidas.
Na segunda (18), o RJ-TV (sim, aqui se dá crédito e link para as boas reportagens dos amiguinhos) trouxe a história de que Maressa Arevalo Crivella é sócia de uma empresa em Orlando, na Flórida, chamada LP Participações LLC. A sede é essa casa da foto que está aqui em cima.
Criada em junho de 2018, ela também tem como sócio o empresário Leandro Braga de Sousa, que foi preso este mês, na Operação Favorito, apontado como integrante de uma organização criada para desviar dinheiro público da Saúde.
Para a TV Globo, a assessoria de imprensa de Crivella saiu pela tangente, dizendo que uma das empresas de Leandro no Brasil, a LP Farma, assinou apenas um pequeno contrato com o município, de R$ 25 mil "após cotação de preços".
Mas essa é uma história que não pode se esgotar por aí. Tive acesso à denúncia do Ministério Público estadual que embasou a prisão de Leandro. O que se vê é um personagem que tinha uma importante teia de relações na área fornecimento de insumos e serviços para a rede pública de Saúde.
Uma das pessoas próximas a ele é Clébio Jacaré, segundo o MP, controlador da empresa Doctor Vip, que fatura milhões subcontratando médicos e enfermeiros principalmente para Organizações Sociais.
Por sua vez, a Doctor Vip avança seus negócios não só no governo estadual, como também na prefeitura do Rio. Clébio esteve inclusive em reunião com Crivella e outros membros do Executivo municipal recentemente para discutir a "pejotização" na contratação de profissionais.
O meu ponto é que, no meio dessa teia de relações, não é nada trivial que a nora do prefeito apareça como sócia de Leandro Braga de Sousa numa empresa no exterior.
Qual é exatamente a relação dela com o sócio e com a empresa no exterior? Que interesses têm em comum aqui no Brasil? Até que ponto esses interesses envolvem o setor público?
São perguntas que precisam ser respondidas. E que vão muito além de uma nota curta de um parágrafo
Na segunda (18), o RJ-TV (sim, aqui se dá crédito e link para as boas reportagens dos amiguinhos) trouxe a história de que Maressa Arevalo Crivella é sócia de uma empresa em Orlando, na Flórida, chamada LP Participações LLC. A sede é essa casa da foto que está aqui em cima.
Criada em junho de 2018, ela também tem como sócio o empresário Leandro Braga de Sousa, que foi preso este mês, na Operação Favorito, apontado como integrante de uma organização criada para desviar dinheiro público da Saúde.
Para a TV Globo, a assessoria de imprensa de Crivella saiu pela tangente, dizendo que uma das empresas de Leandro no Brasil, a LP Farma, assinou apenas um pequeno contrato com o município, de R$ 25 mil "após cotação de preços".
Mas essa é uma história que não pode se esgotar por aí. Tive acesso à denúncia do Ministério Público estadual que embasou a prisão de Leandro. O que se vê é um personagem que tinha uma importante teia de relações na área fornecimento de insumos e serviços para a rede pública de Saúde.
Uma das pessoas próximas a ele é Clébio Jacaré, segundo o MP, controlador da empresa Doctor Vip, que fatura milhões subcontratando médicos e enfermeiros principalmente para Organizações Sociais.
Por sua vez, a Doctor Vip avança seus negócios não só no governo estadual, como também na prefeitura do Rio. Clébio esteve inclusive em reunião com Crivella e outros membros do Executivo municipal recentemente para discutir a "pejotização" na contratação de profissionais.
O meu ponto é que, no meio dessa teia de relações, não é nada trivial que a nora do prefeito apareça como sócia de Leandro Braga de Sousa numa empresa no exterior.
Qual é exatamente a relação dela com o sócio e com a empresa no exterior? Que interesses têm em comum aqui no Brasil? Até que ponto esses interesses envolvem o setor público?
São perguntas que precisam ser respondidas. E que vão muito além de uma nota curta de um parágrafo
