ASSÉDIO MORAL NA COORDENAÇÃO DA GRANDE RIO


Inspetor Penitenciário trabalhou junto ao ex traficante da Mangueira Tuchinha e José Junior  no AfroRaggae, quando atuava na inteligência da SEAP/RJ
Rio - No dia 01/04/2020, segundo documentação recebida por nossa redação, devidamente protocolada junto a corregedoria da SEAP/RJ, consta que por determinação do chefe geral da base GSSE-GR, sem a devida prerrogativa legal, estaria sendo determinado que servidores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária lotados neste grupamento, fizessem patrulhamento externo na entrada da comunidade da Mangueira, fora do perímetro de segurança da unidade prisional, sendo que esta comunidade é dominada pela maior facção criminosa do Estado do Rio de Janeiro, onde até mesmo a PMERJ, só faz incursão com seu Batalhão de Operações Especial (BOPE) e com uso do seu blindado (Caveirão). Segundo fontes, o chefe que determinou o patrulhamento externo, já teria atuado na segurança de ex traficantes do morro da Mangueira, através do Projeto da ONG AfroReggae, presidida por José Junior, que já teve os seus bens bloqueados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por improbidade administrativa , segundo blog de Lauro Jardim - O Globo, por irregularidades em um convênio de 2 milhões, firmado entre a ONG e a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro no Governo de Sérgio Cabral. O chefe do GSSE-GR que determinou a ordem ilegal foi o inspetor Penitenciário Alexandre Carvalho Ferreira, ex-membro da inteligencia penitenciária e durante esta lotação fazia segurança de supostos ex-traficantes como,Tuchinha, Polegar, Piúma e Mr M, chegando a acompanhá-los em programas globais (foto abaixo).

Depois de cumprir 21 anos de prisão, o ex-chefe do tráfico no morro da Mangueira trabalhava na ONG junto com Inspetor Penitenciário Alexandre Carvalho Ferreira e vários outros da SISPEN/SEAP (foto a cima), integrando as equipes dos programas Segunda Chance e "Comandos". Na agência de empregos Segunda Chance, atuava diretamente na mediação de conflitos com traficantes que gostariam de se entregar e ingressar no mercado de trabalho. Realizava também visitas a presídios para encaminhar futuros egressos para serem atendidos no programa - que tinha supostamente o objetivo principal a reinserção de ex-presidiários na sociedade.


Ex-traficante, Tuchinha foi funcionário do
AfroReggae (Foto: Reprodução/TV Globo)

O ex-traficante da Mangueira, Francisco Testas Monteiro, o Tuchinha, foi morto na Rua Prata da Mangueira, na Zona Norte do Rio

Tuchinha - Funcionário do AfroRaggae, foi um dos mais sanguinários e temidos traficantes do Comando Vermelho. Comandou por décadas o tráfico do morro da mangueira. O paradoxo perfeito de alguém da inteligencia atuar intimamente ao ponto de criar vínculos pessoais com pessoas tão próximas do crime que, além de imoral, é no mínimo estranho, pois servidores armados a 50 metros da boca de fumo, onde é de conhecimento de todos da segurança pública, que o trânsito de traficantes armados naquela região é corriqueiro e, não acatar tal ordem, seria no mínimo o que qualquer servidor deveria fazer, considerando que não é função de agentes prisionais fazerem patrulhamento na entrada de comunidades dominadas por facções. Sendo assim, é obrigação denunciar tal irregularidade conforme determinação prevista em lei, entretanto o servidor, segundo denuncias protocoladas na corregedoria, foi ameaçado por  "entrar no caminho", e não teve o apoio de seus superiores hierárquicos, que ao invés de protegê-lo, determinou a sua lotação em local ainda mais distante de sua residencia, sofrendo punição geográfica.


A tribuna penitenciária News vem trazer a luz do sistema penitenciário fluminense  assédio moral praticado contra agentes públicos que compõem o GSSE-EM e específico Marcelo Henrique Vianna que questionou uma ordem ilegal dada pelo chefe oficioso da base (sem nomeação formal) João Stuart Lemos com o devido aval do chefe oficioso de todo GSSE-GR, Alexandre Carvalho Ferreira (ex funcionário do AfroRaggae o mesmo que empregou o Tuchinha)  .
A ordem totalmente absurda determinava que inspetores penitenciários do grupamento GSSE-EM fizessem ronda e baseamento na rua de acesso a unidade prisional, fora do cinturão de segurança da UP onde até policiais militares evitam a exposição! Quando Marcelo Henrique Vianna pediu a determinação por escrito foi dado o start da perseguição e assédio moral capitaneada pelo coordenador da Grande Rio e isoladas, Marcelo Soares da Silva, (o mesmo que era subcoordenador na época em que houve a grande festa e orgia no Instituto Penal Crispim Ventino e a descoberta dos motéis de Benfica) que resultou em punição geográfica do isap Vianna .


DENÚNCIA CORREGEDORIA/MP


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