PRESIDENTE DA AGEPEN-PB AJUIZA PROCESSO CRIME CONTRA A JORNALISTA RACHEL SHEHERAZADE






Em vídeo postado dia 31 de julho de 2019, a referida jornalista referindo-se ao massacre ocorrido em um presídio de Altamira, no Estado do Pará, dia 29 de julho do corrente ano, ousou fazer insinuações que maculam a honra dos agentes penitenciários do Brasil. 

As expressões usadas foram:

“ARMAS E DROGAS CIRCULAM LIVREMENTE NAS CADEIAS, SOB O NARIZ, SOB O OLHAR DO ESTADO E COM A CONIVÊNCIA DOS AGENTES PRISIONAIS”, “CADEIAS SÃO UM ANTRO DE CRIMINOS E CRIMINOSOS DOS DOIS LADOS DAS CELAS SE É QUE VOCÊS ME ENTENDEM”, “AS NOSSOS PRESÍDIOS SÃO CRIADOUROS DE CRIMINOSOS, DETENTOS E NÃO DETENTOS SE É QUE VOCÊS ME ENTENDEM”, “COMO A GENTE PODE IGUINORAR AS TORTURAS FÍSICAS E PSICOLÓGICAS A QUE OS PRESOS SÃO SUBMETIDOS”.

Segundo Wagner Falcão, presidente da Associação dos Agentes Penitenciários da Paraíba e também Vice-Presidente da AGEPEN-BRASIL, "as palavras da jornalista doeram profundamente, pois, todos sabem, que o sistema penitenciário(categoria de agentes penitenciários) é composto, em sua infinita maioria, por homens e mulheres de bem. Tive que olhar nos olhos dos meus familiares e amigos  e senti que a fala da jornalista Raquel, deturpou a minha honra e a dos meus colegas, todas as pessoas próximas a mim reprovaram tamanha irresponsabilidade".

Segundo o advogado do caso, Doutor Marcelo Gervásio, "é absurdo que as pessoas usem tão equivocadamente o direito a liberdade de expressão para macular a honra das outras pessoas, os agentes penitenciários do Brasil são verdadeiros heróis e merecem a consideração e o respeito de todos, vale lembrar que, o ocorrido em Altamira só denota a importância de se investir no sistema penitenciário e que os nossos presídio deve estar sob tutela de funcionários de carreira, carreira de Estado. Fica o lembrete para o Governador de São Paulo  que deseja privatizar o sistema penitenciário".

A redação do Tribuna apurou que a condução dos presídios no Pará é feita por funcionários que não são agentes penitenciários, são oriundos da iniciativa privada. O processo de Interpelação criminal tramita na comarca de Osasco-SP, sob o número: 1018350-07.2019.8.26.0405. 

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