Senhores, defendi e sempre defenderei a
presença de agentes penitenciários de carreira a frente da gestão do sistema
penitenciário em todos os estados da federação, que sejam servidores formados nas unidades prisionais, onde tenha conhecimento do funcionamento do cárcere,
saiba, na prática, como é o dia a dia do sistema prisional, de preferência que tenha um histórico laboral,
que seja conhecido e respeitado pelos presos, assim como também seja respeitado
pelos seus colegas de trabalho, que não seja feitor ou capataz do estado,
capitão do mato, defensor de interesses de políticos, que não seja apadrinhado político,
sem nenhuma experiência e histórico de corrupção entre os seus pares, sem o
devido respeito da massa carcerária, que haja uma consulta na base da
categoria, “assim como há no Ministério público para indicação de seu
Procurador Geral.” Esse critério deveria ser utilizado nas indicações de
secretários de cada pasta, em particular, na SEAP/RJ. Enquanto não for dessa
forma, para mim é indiferente a indicação pelo governo, seja da categoria, ou qualquer pessoa da sociedade civil. Todos serão um braço de grupo de
interesses, manipulados, serão apenas mais um pião no tabuleiro, principalmente no que tange os
servidores que se encontram a frente da pasta atualmente, todos sempre estiveram
a serviço de coronéis ou delegados da polícia civil, sempre foram
subservientes, em caso de uma troca com a finalidade de prestigiar a categoria,
todos deveriam ser afastados dos cargos de chefia, mandados de volta as
unidades prisionais para dar um pouco de sua contribuição a função.
O escolhido para o cargo de Secretário seja um
profissional com histórico e conhecimento geral das atividades fim do sistema
prisional fluminense.
Caso Contrário...
“Seja bem-vindo”
quem vier, que faça no mínimo um trabalho limpo e honesto... A sociedade
agradece e todos estaremos atentos...
Wilson Camilo
