Segundo a denúncia, baseada nas escutas telefônicas, mesmo preso em Bangu 9, Sassa (no Foto: Divulgação
Três mil reais. Esse era o valor que Anderson Cabral Pereira, o Sassa, apontado como líder de uma milícia atuante em São Gonçalo e preso em Bangu, negociava com um agente público para conseguir a transferência de um de seus comparsas para um presídio de sua escolha.
A negociação foi
flagrada através de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça e realizadas
por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo
(DHNISG). Na denúncia oferecida ao Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro,
o esquema é detalhado.
Segundo a denúncia,
baseada nas escutas telefônicas, mesmo preso em Bangu 9, Sassa permaneceu
controlando seu grupo de milicianos, atuando com violência e ‘comprando’
agentes públicos, para que suas ‘vontades’ fossem cumpridas. Em um trecho da
denúncia, na página 11, no parágrafo baseado em uma das escutas, o chefe da
milícia negocia a transferência de um de seus comparsas para a Cadeia Pública
Bandeira Stampa, Bangu 9. O criminoso estaria na Cadeia Pública Patrícia
Acioli, em São Gonçalo, e seria levado para Bangu, junto ao seu chefe, depois
que o pagamento fosse realizado. Questionados, a Corregedoria da Secretaria de
Estado de Administração Penitenciária (Seap) alegou que “fez contato com a
Delegacia de Polícia Civil, responsável pelo caso, a fim de obter dados
formais. Caso seja constado o fato, uma sindicância interna será aberta para
apuração do mesmo”. Recordando - Anderson Cabral Pereira, Vulgo Sassa, já
estava detido em Bangu 9, de onde continuava a controlar seu grupo através de
ligações telefônicas, quando teve mais um mandado de prisão cumprido, na última
segunda-feira, durante a Operação Gerais, onde três grupos de milicianos que
atuavam em São Gonçalo e Maricá, foram desarticulados, com 18 acusados presos.
Segundo as investigações, Sassa seria responsável pelo grupo que atua nos
bairros de Porto Velho, Porto Novo, Pontal e adjacências, em São Gonçalo. A
milícia de Sassa, junto com a outra quadrilha desarticulada, é apontada como
responsável por mais de 50 homicídios na cidade.
Por Renata Sena.
