PEC 287/2016 da Reforma da Previdência pode ter
sido encomendada por Banqueiros que
apostam no mercado de previdência privada!!!!!
Um dos fenômenos mais
interessantes quando analisamos o mercado de previdência privada e de seguros
no Brasil diz respeito ao que denomina-se de bancassurance, que consiste,
basicamente, na atuação, cada vez maior diga-se de passagem, dos bancos no
segmento de distribuição de seguros e planos de previdência.
Bancos dominam 88% do mercado de previdência privada
Bancos dominam 88% do mercado de previdência privada
Neste sentido,
considerando-se somente o mercado de planos de previdência privada, os dados da
Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada) mostram um domínio absoluto
dos bancos no que se refere à distribuição destes produtos. Para se ter uma
idéia da dimensão da participação destas instituições no mercado, os bancos
responderam por nada menos que 88% das vendas de planos de previdência até
setembro deste ano.
De acordo com os dados
da Anapp, o Bradesco Vida e Previdência continua na liderança absoluta do
mercado, respondendo por uma expressiva parcela de 38% das vendas de planos de
previdência privada entre janeiro e setembro deste ano. Segmentando-se por
produto, no caso dos VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), a participação do
Bradesco Vida e Previdência é ainda maior, chegando a 53% das vendas no mesmo
período.
O fato do Bradesco ser
o maior banco privado do país facilita bastante sua posição de liderança no
mercado de planos de previdência, à medida que favorece um aproveitamento
natural da base de clientes do banco. Além disso, a própria estrutura do banco
tende a ajudar, uma vez que os planos de previdência tornam-se um produto
adicional na `prateleira` de produtos financeiros do banco.
Então vejamos;
Pelas regras propostas pela
gestão Temer, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria
integral deverá contribuir por 49 anos.
Além de fixar uma idade mínima de
65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se
aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo
com o governo, a única categoria que não será afetada pelas novas normas
previdenciárias é a dos militares.
E quem ganhará com com esta PEC da morte?
Itaú tem 2ª maior participação na venda de Previdência Privada no Brasil
Ainda no mercado de
planos de previdência como um todo, o segundo lugar fica com o segmento de vida
e previdência do Itaú - o Itaúprev - com uma fatia de 15% das vendas de planos
entre janeiro e setembro deste ano. Tal tendência é novamente constatada quando
analisamos o mercado de Previdência Privada de maneira separada, no qual o
Itaúprev detém uma parcela de 25% de participação.
No caso dos PGBLs
(Plano Gerador de Benefício Livre), o Itaú cai para a quarta colocação no
ranking de venda destes produtos, com uma participação de 9% no mercado. Na sua
frente, ficam o Bradesco Vida e Previdência, com uma fatia de 34% do mercado, a
Brasilprev, com 12%, e o Unibanco AIG, com 11% de participação na venda total
de PGBLs, considerando-se em todos os casos o período entre janeiro e setembro
deste ano.
- As condições de mercado analisadas deixa claro que a reforma da previdência defendida pelo governo Temer irá ampliar os lucros dos bancos, com o aumento da procura por este produto (previdência privada), pois com as novas alterações nas regras para aposentadoria, será quase que obrigatório para aqueles que pretenderem se aposentarem com integralidade aos 65 anos, com isso os Bancos irão triplicarem sua margem de lucros que hoje já é uma das maiores entre os outros ramos de investimentos no país.
- As condições de mercado analisadas deixa claro que a reforma da previdência defendida pelo governo Temer irá ampliar os lucros dos bancos, com o aumento da procura por este produto (previdência privada), pois com as novas alterações nas regras para aposentadoria, será quase que obrigatório para aqueles que pretenderem se aposentarem com integralidade aos 65 anos, com isso os Bancos irão triplicarem sua margem de lucros que hoje já é uma das maiores entre os outros ramos de investimentos no país.
Percebe-se, assim, que a tendência de fortalecimento do bancassurance no Brasil ganha cada vez mais força, especialmente pelo fato de os bancos verem no mercado de vida e previdência um nicho bastante próspero, considerando-se as dificuldades pelas quais passa a Previdência Social no país. Dessa maneira, tal como projeta-se um maior crescimento da previdência privada no país, pode-se dizer o mesmo em relação à participação dos bancos neste mercado.
Wilson Camilo
SINDAPERJ


