Operação Dragão vai chegar mais perto de Sérgio Cabral e seu laranja, o Avestruz
A Operação Dragão
desencadeada hoje pela Polícia Federal tem como alvo principal uma figura bem
conhecida do nosso blog, que, aliás, já está preso: Adir Assad. Pelo jeito a
Polícia Federal não precisa de nenhuma informação nova de Adir que foi preso em
outra operação. No caso de hoje, eles tentarão, com base nas informações já
obtidas através de Adir Assad encontrar as pontas criminosas por onde saía o
dinheiro que irrigava as propinas pagas por diversas empreiteiras. Adir Assad,
como já foi dito em outra oportunidade, é uma espécie de “banco central” junto
com Alberto Youssef, que não trabalharam com exclusividade para esta ou aquela
empreiteira, nem para esse ou aquele político. Lobista discreto, Adir sempre
funcionou como um coordenador da confraria do crime. É bom lembrar que, embora
calmo e discreto, Adir Assad é ousado.
No documento que protocolei há poucos dias na Procuradoria Geral da República
relato um episódio onde o trio Cavendish, Cabral e Adir depositaram milhões de
reais na conta de um garoto pobre do subúrbio carioca, que ao ser descoberto
foi tirado de circulação, colocado num condomínio em Jacarepaguá, com uma
viatura da Polícia Militar guardando sua casa 24 horas por dia. Adir Assad,
Fernando Cavendish e Sérgio Cabral têm mais negócios do que possa imaginar
nossa vã filosofia.
Off shores, de fato Cabral tem várias, com sócios diferentes. Mas o esquema de
“laranjas” pobres usados por ele também não pode ser deixado de levar em
consideração, assim como a forma usada para guardar dinheiro em espécie.
Até as paredes sabem o nome da empresa que tem autorização para guardar R$ 100
milhões diariamente, e cujo proprietário é uma figura carimbada no meio da
polícia e da política do Rio. Aliás, é bom Pezão mandar acertar o que o Detran
deve ao referido dono da empresa porque ele está perdendo a paciência, e já, já
pode resolver falar o que sabe, complicando a vida de pessoas ilustres da
Gangue dos Guardanapos.
É importante destacar que é estranhíssimo por que a polícia não fez nada ainda
contra um dos principais laranjas de Cabral, Carlos Emanuel de Carvalho
Miranda, que aparece em diversas anotações como sendo AVESTRUZ, que no jogo do
bicho é o 01.
O AVESTRUZ aparece nas investigações da "Operação Castelo de Areia"
(propinas pagas pela Camargo Correa para Wilson Carlos (ex-secretário de
Cabral), onde foi encontrada no pen drive de um diretor da empreiteira -
Bianchi - a fotografia de um papel que registra 4 operações de remessas a
contas bancárias abertas na China e em Hong Kong em nome de empresas offshore.
Num dos cantos desse papel aparece a sigla "RIM", que, segundo a PF,
é o código da obra do "Rio-Metrô", ao lado das palavras
"leão" e "avestruz", Carlos Emanuel Miranda, o AVESTRUZ
reaparece em delações de executivos da Andrade Gutierrez na Lava Jato.
Avestruz recebeu propinas de empreiteira
Até a revista Época, das Organizações Globo, teve que dar a notícia levantada
pelo nosso blog.
Reportagem da Época sobre o Avestruz
Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Avestruz é sócio de Cabral na SCF
Comunicação e Participações, conforme podem ver nos documentos abaixo. A
empresa de Cabral funcionava no endereço onde mora o Avestruz.
No documento que protocolei há poucos dias na Procuradoria Geral da República relato um episódio onde o trio Cavendish, Cabral e Adir depositaram milhões de reais na conta de um garoto pobre do subúrbio carioca, que ao ser descoberto foi tirado de circulação, colocado num condomínio em Jacarepaguá, com uma viatura da Polícia Militar guardando sua casa 24 horas por dia. Adir Assad, Fernando Cavendish e Sérgio Cabral têm mais negócios do que possa imaginar nossa vã filosofia.
Off shores, de fato Cabral tem várias, com sócios diferentes. Mas o esquema de “laranjas” pobres usados por ele também não pode ser deixado de levar em consideração, assim como a forma usada para guardar dinheiro em espécie.
Até as paredes sabem o nome da empresa que tem autorização para guardar R$ 100 milhões diariamente, e cujo proprietário é uma figura carimbada no meio da polícia e da política do Rio. Aliás, é bom Pezão mandar acertar o que o Detran deve ao referido dono da empresa porque ele está perdendo a paciência, e já, já pode resolver falar o que sabe, complicando a vida de pessoas ilustres da Gangue dos Guardanapos.
É importante destacar que é estranhíssimo por que a polícia não fez nada ainda contra um dos principais laranjas de Cabral, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, que aparece em diversas anotações como sendo AVESTRUZ, que no jogo do bicho é o 01.
O AVESTRUZ aparece nas investigações da "Operação Castelo de Areia" (propinas pagas pela Camargo Correa para Wilson Carlos (ex-secretário de Cabral), onde foi encontrada no pen drive de um diretor da empreiteira - Bianchi - a fotografia de um papel que registra 4 operações de remessas a contas bancárias abertas na China e em Hong Kong em nome de empresas offshore. Num dos cantos desse papel aparece a sigla "RIM", que, segundo a PF, é o código da obra do "Rio-Metrô", ao lado das palavras "leão" e "avestruz", Carlos Emanuel Miranda, o AVESTRUZ reaparece em delações de executivos da Andrade Gutierrez na Lava Jato.
Avestruz recebeu propinas de empreiteira
Até a revista Época, das Organizações Globo, teve que dar a notícia levantada pelo nosso blog.
Reportagem da Época sobre o Avestruz
Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Avestruz é sócio de Cabral na SCF Comunicação e Participações, conforme podem ver nos documentos abaixo. A empresa de Cabral funcionava no endereço onde mora o Avestruz.
Relembrem abaixo desta postagem, a
matéria que publicamos em 2015, falando da trajetória do office boy usado como
laranja: “Da favela do Muquiço para uma mansão em Jacarepaguá”.
Pelo jeito a Gangue dos Guardanapos vai ter mais noites de insônia.
Charada: O que tem a ver o homem mais sábio do mundo com o descobridor do Brasil e com o mafioso das terras do Palácio de Buckinghampaís da torre torta, que adora saltar de asa delta das belas torres que construiu para os homens de capa preta? Quem matar a charada vai ganhar o valor que está guardado na Transexpress, que por acaso tem a proteção de alguém que tem o nome do pai do homem mais sábio do mundo. É coisa de fazer vaca voar e ter tsunami em Saquarema. Posso garantir o prêmio é maior do que a última Mega Sena de R$ 75 milhões.
Pelo jeito a Gangue dos Guardanapos vai ter mais noites de insônia.
Charada: O que tem a ver o homem mais sábio do mundo com o descobridor do Brasil e com o mafioso das terras do Palácio de Buckinghampaís da torre torta, que adora saltar de asa delta das belas torres que construiu para os homens de capa preta? Quem matar a charada vai ganhar o valor que está guardado na Transexpress, que por acaso tem a proteção de alguém que tem o nome do pai do homem mais sábio do mundo. É coisa de fazer vaca voar e ter tsunami em Saquarema. Posso garantir o prêmio é maior do que a última Mega Sena de R$ 75 milhões.
Um jovem office boy que morava na
Favela do Muquiço foi usado como laranja para abertura de uma empresa que recebeu
R$ 174 milhões do esquema de Fernando Cavendish, dono da DELTA Construções e
membro da ‘Gangue dos Guardanapos’ de Cabral.
Bruno Estefânio de Freitas, 20 anos, é peça-chave na rede de laranjas usados pela Delta no repasse de quase 1 bilhão de reais para irrigar campanhas e propinas de todo o país. Ele consta como dono de uma empresa MB Serviços de Terraplanagem.
O laranja foi descoberto porque o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, foi informado que ele sacou 5 milhões de reais em espécie de uma só vez numa agência bancária no Recreio dos Bandeirantes.
Apesar de tudo isto ter sido divulgado, o laranja Bruno nunca foi convocado para depor na CPI Cachoeira - Delta, pois foi misteriosamente retirado com toda a família da Favela do Muquiço, Zona Norte do Rio de Janeiro, para se esconder num casarão de quatro quartos, piscina e churrasqueira no Condomínio Terra Nossa, em Jacarepaguá, onde carros que seriam do Gabinete Militar do Governador Sérgio Cabral eram vistos para escoltá-lo.
Bruno Estefânio de Freitas, 20 anos, é peça-chave na rede de laranjas usados pela Delta no repasse de quase 1 bilhão de reais para irrigar campanhas e propinas de todo o país. Ele consta como dono de uma empresa MB Serviços de Terraplanagem.
O laranja foi descoberto porque o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, foi informado que ele sacou 5 milhões de reais em espécie de uma só vez numa agência bancária no Recreio dos Bandeirantes.
Apesar de tudo isto ter sido divulgado, o laranja Bruno nunca foi convocado para depor na CPI Cachoeira - Delta, pois foi misteriosamente retirado com toda a família da Favela do Muquiço, Zona Norte do Rio de Janeiro, para se esconder num casarão de quatro quartos, piscina e churrasqueira no Condomínio Terra Nossa, em Jacarepaguá, onde carros que seriam do Gabinete Militar do Governador Sérgio Cabral eram vistos para escoltá-lo.
| Casa no Condomínio Terra Nossa onde foi escondido o laranja durante a CPI da DELTA |
Bruno é sócio da MB Serviços de Terraplanagem, com sede fantasma em
Saquarema, que apenas tinha a Delta como cliente. O outro sócio da MB é
Marcelo Astuto, parceiro noutra empresa com Horácio Pires Adão,
processado em 2005 junto com Fernando Cavendish por fraude no fundo de
pensão dos funcionários da Cedae.
Na época dos saques milionários feitos pelo laranja, a DELTA recebia bilhões do governo Cabral para a obra superfaturada no Maracanã.
Na época dos saques milionários feitos pelo laranja, a DELTA recebia bilhões do governo Cabral para a obra superfaturada no Maracanã.
| Reforma do Maracanã foi feita por consórcio liderado pela DELTA |
Ficam algumas perguntas no ar:
Será que algum dia o laranja Bruno será intimado para depor?
Será que Cabral e o dono da Delta têm tanta força junto ao MPF e à PF?
Será que é possível alguém acreditar que uma pessoa que recebeu R$ 174 milhões em conta sem um único cliente, fora a Delta, morando numa comunidade pobre do Rio, pode ser outra coisa a não ser laranja?
FONTE - BLOG - GAROTINHO


