TREM DA ALEGRIA DA PM CEDIDOS EM OUTRAS INTITUIÇÕES SERIA O SUFICIENTE PARA MONTAR 5 BATALHÓES SEGUNDO JORNAL EXTRA
Roubos de bicicletas, celulares, ataques a facas: os moradores do Rio
andam amedrontados e criticam a falta de policiamento ostensivo,
agravada recentemente pela redução do Regime Adicional de Serviço (RAS)
nos batalhões, medida adotada para reduzir custos. Apesar das críticas, a
PM do Rio mantém, hoje, 2.098 policiais cedidos para outros órgãos. O
número corresponde ao somatório dos efetivos de, pelo menos, cinco
batalhões: 3º BPM (Méier), 6º BPM (Tijuca), 16º BPM (Olaria), 17º BPM
(Ilha do Governador) e 19º BPM (Copacabana).
Dados obtidos pelo jornal mostram que, juntas, as cinco unidades somam 2.103 homens, apenas cinco a mais do que o total de cedidos.
Durante 15 dias, a equipe de reportagem cobrou da Polícia Militar a informação sobre onde estão lotados os agentes, mas os dados não foram passados. Perguntou sobre o paradeiro dos militares às secretarias estaduais da Casa Civil, da Segurança e do Planejamento e recebeu a resposta de que o número seria repassado pela PM, o que não ocorreu.
Presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio, Vanderlei Ribeiro afirma que o número é alto e critica a falta de transparência na apresentação dos dados.
— Essa é uma informação que deveria estar disponível para a sociedade, no site da corporação. A população do estado tem o direito de saber onde estão lotados os 2.098 policiais cedidos pela PM. Estão desempenhando trabalho policial ou desviados de função? Isso é uma caixa preta. O número é muito alto para não se ter qualquer explicação — afirma Vanderlei.
Dos total de cedidos, pelo menos 127 estão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Procurada desde o dia 19 de maio, a assessoria de imprensa também se negou a informar o efetivo policial cedido para a Casa. Diante da recusa, o EXTRA verificou os Diários Oficiais do Executivo entre janeiro e maio de 2015 e verificou que, somente durante o período, a Casa Civil autorizou a cessão ou a permanência de 108 PMS na Coordenadoria Institucional de Segurança (CIS) da Alerj, setor que dá “suporte operacional às ações da Casa e de planejamento e inteligência, incluindo recepção a autoridades, além do apoio estratégico a atividades externas, como audiências públicas e diligências das comissões”. Outros 19 PMs foram cedidos para os gabinetes de 12 deputados estaduais, no mesmo período.
Dados obtidos pelo jornal mostram que, juntas, as cinco unidades somam 2.103 homens, apenas cinco a mais do que o total de cedidos.
Durante 15 dias, a equipe de reportagem cobrou da Polícia Militar a informação sobre onde estão lotados os agentes, mas os dados não foram passados. Perguntou sobre o paradeiro dos militares às secretarias estaduais da Casa Civil, da Segurança e do Planejamento e recebeu a resposta de que o número seria repassado pela PM, o que não ocorreu.
Presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio, Vanderlei Ribeiro afirma que o número é alto e critica a falta de transparência na apresentação dos dados.
— Essa é uma informação que deveria estar disponível para a sociedade, no site da corporação. A população do estado tem o direito de saber onde estão lotados os 2.098 policiais cedidos pela PM. Estão desempenhando trabalho policial ou desviados de função? Isso é uma caixa preta. O número é muito alto para não se ter qualquer explicação — afirma Vanderlei.
Dos total de cedidos, pelo menos 127 estão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Procurada desde o dia 19 de maio, a assessoria de imprensa também se negou a informar o efetivo policial cedido para a Casa. Diante da recusa, o EXTRA verificou os Diários Oficiais do Executivo entre janeiro e maio de 2015 e verificou que, somente durante o período, a Casa Civil autorizou a cessão ou a permanência de 108 PMS na Coordenadoria Institucional de Segurança (CIS) da Alerj, setor que dá “suporte operacional às ações da Casa e de planejamento e inteligência, incluindo recepção a autoridades, além do apoio estratégico a atividades externas, como audiências públicas e diligências das comissões”. Outros 19 PMs foram cedidos para os gabinetes de 12 deputados estaduais, no mesmo período.
