SERVIDOR SOFRE AVC EM SERVIÇO
A Tribuna
Penitenciária -RJ traz uma série de artigos que abordam todo tipo de
descaso, desrespeito e violação a dignidade e aos direitos humanos do servidor
penitenciário da Secretaria de Estado e Administração Penitenciária-
SEAP-RJ.
Os
artigos tem como objetivo expor situações degradantes e até mesmo surreais
ocorridas com Inspetores de Segurança e Administração Penitenciária(ISAP)
no cumprimento de sua função ou fora dela mas com resultados negativos em seus
assentamentos funcionais. A morosidade na liberação de benefícios e direitos
por parte de setores administrativos e a busca voraz de setores com
poderes correcionais por punições e estatísticas, com objetivo tão somente de
maquiar o caos que se tornara a SEAP, antes Departamento Sistema Penal -DESIPE-
subordinado ao Ministério da Justiça, sendo transformado em Secretaria no ano
de 2003 pelo Decreto 33164/03, com tão pouco tempo de criação seus gestores ao
longo desses 12 anos implantaram a "lei do terror" tendo como
base a deturpação de leis, decretos, estatutos, resoluções, ordens de serviços
e apostando na morosidade da justiça para resolver litígios entre Estado e
Servidores. Segundo estudos da Organização Internacional do Trabalho (O.I.T) o
serviço penitenciário é o segundo mais estressante do mundo, como se não
bastasse o servidor estar exposto a insalubridade, periculosidade e ao fenômeno
da Prisionização, foram submetidos por anos ao crime mais repugnante dentro das
relações de trabalho o Assédio Moral, com isto muitos servidores desenvolveram
doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial, doenças
cardiovasculares, alguns tipos de câncer e doenças mentais, principalmente
síndrome do pânico e depressão, o resultado de todo esse quadro caótico é
a incapacidade de muitos em continuarem desenvolvendo suas atividades, em
plena idade laboral. Para o bom funcionamento do Sistema Penitenciário é
necessário o equilíbrio de corpo e mente do servidor, além do déficit de servidores
na ativa por conta de licenças médicas (B.I.M) somou-se também a esse vácuo,
servidores punidos e demitidos, o que tornou-se hábito costumeiros dos setores correcionais,
que pelo próprio nome já se traduz o porque da existência dos mesmos dentro de
um órgão (ação ou efeito de corrigir) e não de agirem como carrascos da
categoria, com isto criou-se uma grande lacuna nunca preenchida por mais que
tenham concursos, turmas de plantão nos presídios chegando a contar com 5 ISAPS
para mais de 2 mil presos, um círculo vicioso perigoso e mortal que acarreta
problemas psicológicos, biológicos e sociais aos servidores. Os relatos aqui
mencionados são impactantes e nos farão refletir onde começam e onde terminam
nossos direitos.
1°
Relato:
O Isap VIEITAS – matricula 937.022-2
é lotado na SEAP-FN e no dia (24/12/2013) estava escalado no Regime Adicional
de Serviço – RAS, na Cadeia Pública Juíza Patrícia Acióli. Por volta das 17h00min
horas, já com dores de cabeça, escutou uma gritaria, foi verificar e se deparou
com um oficial de justiça fazendo um escândalo e discutindo com alguns colegas.
Por volta das 17h30min horas, o Isap Vieitas começou novamente a sentir mal e
foi em busca de ajuda médica na enfermaria da unidade, porém a mesma já se
encontrava fechada. Devido a esse fato e em meio a um TUMULTO ESTABELECIDO, por
volta das 17h45min horas o servidor foi embora procurar por ajuda médica. Ao
chegar em casa, sua esposa entrou em contato com o médico.
Após esse fato, teve que tomar
ciência em sua unidade, pois estava arrolado em uma sindicância e deveria
comparecer no dia 18/03/2014 para prestar esclarecimentos na unidade SEAP-TD.
Porém no dia (18/03/2014) dia de prestar esclarecimentos na sindicância, seguindo
para o trabalho (SEAP-FN) em seu carro, sentiu-se mal e foi socorrido para a
emergência do hospital, no qual foi operado as pressas de um “AVC Hemorrágico”.
Rodrigo VIEITAS da Fonseca
Mat.: 937.022-2
PODE ACREDITAR É VERDADE:
Regime Adicional de Serviço – RAS
Após já ter feito vários RAS
no mês, infeliz daquele que tiver um problema de saúde. Nesse caso específico, o
servidor em tela após já ter feito vários Ras (5) cinco, sofre um AVC, consequentemente
entra de BIM e fica de licença médica. Pronto, não tem mais direito de receber
nada. É incrível, num momento tão delicado da vida, quando se precisa de
cuidados especiais (gastos com remédios e alimentação) passar por uma situação
dessas. Como pode em pleno século XXI acontecer isso com o servidor Público.
Mesmo assim em 09/06/2014 o servidor ingressou com um processo administrativo
nº: E-21/078/81 e até hoje (19/05/2015) nada. Sabemos que tem vários outros
servidores nessa situação e pedimos “socorro”.
Fundamento:
Decreto 2479/79; art. 115 § 1º, 2º e 3º.
Entende-se
por acidente de serviço, aquele que acarrete dano físico ou mental e tenha
relação com o exercício do cargo. Da mesma forma, considera-se o acidente
sofrido no transcurso entre a residência e o local de trabalho, ou a agressão
física sofrida em decorrência do desempenho de seu cargo, se não provocada pelo
servidor.
O AIM
Eletrônico e o NAT – Notificação de Acidente de trabalho - deverão ser
solicitados junto ao agente de pessoal da unidade de sua lotação.
O NAT –
Notificação de Acidente de trabalho - deverá ser apresentado no prazo de 08
(oito) dias, prorrogáveis por mais 08 (oito) dias, se necessário. O NAT deverá
ser preenchido em duas vias, sem emendas ou rasuras, contendo:
- Local,
dia e hora do acidente;
- NAT
devidamente preenchido;
- Laudo
médico com o CID;
- Cópia
do último contracheque.
