Empresa deveria ter sido escolhida no meio de 2014, mas estado afirma que não houve interessados
CHRISTINA NASCIMENTO
Rio - O governo suspendeu a licitação para contratar empresa para fazer o bloqueio de sinal de celulares nas cadeias do Rio. O problema, que parece meramente burocrático, no entanto revela uma realidade preocupante: os equipamentos para impedir que detentos façam ligações de dentro dos presídios já deveriam ter sido instalados no ano passado. Os que existem estão defasados e, em sua maioria, não funcionam. Enquanto a concorrência pública não ocorre, algumas unidades estão com sinal liberado, principalmente no Complexo de Gericinó, em Bangu. Em algumas delas há, inclusive, um ‘comércio’ de venda de celulares, com preços que podem chegar a R$ 6 mil.
Estado do Rio tem hoje 42.762 internos em presídios como o Complexo de Gericinó, em Bangu, onde está a maioria de presos de alta periculosidade
Foto: Arquivo
“Muitos (bloqueadores) não funcionam, dando franca possibilidade de uso normal do telefone. Por que o preso pede para trazer o celular? Porque a gestão anterior não tinha interesse de bloquear?.. logico que não!!!! já foram apreendidos no sistema penitenciário do Rio, sendo que apenas dez estavam com visitantes. O restante foi encontrado nas celas e galerias. O efetivo carcerário, atualmente, é de 42.462 internos.
A Seap não negou que o sinal esteja liberado. Em nota, disse que “por motivos de segurança essas informações não são repassadas”. O cronograma do estado, como mostra o edital de licitação, previa que a instalação dos equipamentos deveria ter começado em março e abril do ano passado. Em maio e junho, também de 2014, deveria ter ocorrido o manuseamento do sistema já em operação.
O edital revela ainda que a “constante modificação dos padrões de sinais” é um dos motivos que levam a Seap a promover a substituição dos equipamentos, “que já não atendem aos novos padrões de transmissão”. Além disso, o órgão afirma, como justificativa para contratar a empresa em licitação, que é preciso “recalibrar (os equipamentos) que já não bloqueiam mais sinais amplificados, e redimensionar áreas antes não cobertas”.
A Seap explicou que a suspensão da concorrência ocorreu porque, na época, a licitação “foi deserta” — não houve interessados. No entanto, o órgão garantiu que os “os processos já estão sendo retomados”. “(...) Para tentar coibir a entrada de materiais ilícitos, todas as unidades prisionais contam com procedimentos de revista com o auxílio de equipamentos de segurança”, afirmou o órgão, por nota. IPHONE PODE CUSTAR R$ 6 MIL NA CADEIA
O DIA apurou com familiares de presos que, dependendo da unidade penitenciária no Rio, o valor de um iPhone pode chegar a R$ 6 mil. Já os mais simples, que custam R$ 790 nas lojas, podem custar R$ 2 mil nas cadeias. “É um comércio liberado”, afirmou o irmão de um detento de Bangu. Tanto investimento por parte dos presos vale a pena, já que, dependendo da unidade, o sinal está liberado.
Um crime muito comum cometido de dentro das cadeias é o falso sequestro. Várias investigações feitas pelo país já mostraram que as ligações são feitas das unidades penitenciárias. O detento liga para a vítima e diz que está com um parente dela. Ele ameaça matar o ‘sequestrado’ se não houver o pagamento do resgate. O presidente do Sindicato dos Servidores da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Francisco Rodrigues, reafirmou que há uma defasagem do sistema de bloqueador em vigor com a tecnologia das empresas telefônicas, já que estas estão em constante evolução.
“Se não houver uma manutenção rotineira, não vai adiantar. A questão não é apenas o fato deles (presos) tramarem graves situações de vigilância e disciplina intramuro. O fato principal é para a população, que, como é sabido, torna-se alvo de falso sequestro”, alertou.
Neste fim de semana, quatro visitantes com drogas foram presos enquanto tentavam entrar nas unidades de Bangu. Eles foram levados para a 34ª DP (Bangu).
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Bom domingo meus amigos e companheiros do dia-dia, hoje acordei tentando entender os motivos que levaram a um secretário a destruir uma instituição, foram realizadas dezenas de mudanças que a princípio até achamos boas , mas aos poucos percebi que a intenção não era realizar um trabalho sério e benéfico para a categoria , designaram pessoas há anos excluídas por possuírem um histórico podre no passado, alguns diretores que voltaram jamais pensei vê-los de volta , comecei a não entender mais nada , na unidade onde trabalhava uns desses assumiu e pior trouxe um subdiretor sem escrúpulos, o trabalho antes realizado, foi pouco a pouco extinto, fomos proibidos de efetuar revistas nas celas sem a devida autorização do diretor, ficamos aprisionados dentro da cadeia igual aos bandidos, chefes de tráfico circulavam no gabinete do diretor com seus advogados e não raras vezes com suas namoradas e filhos, víamos aquilo e aceitávamos porque todos observavam aquilo e achavam normal esse tipo ...
FUGA EM MASSA NA CPPL DE CAUCAIA-CE. Mais uma ação errada do governador Camilo Santana e secretário da justiça e Cidadania Hélio Leitão, em trazer a força nacional em vez de equipar os agentes de segurança penitenciários, ao qual tem o conhecimento e experiência no âmbito prisional, também fazer concurso para aumentar o efetivo. Mesmo com presença de Força Nacional, dezenas de presos fogem da Unidade Penitenciária do Carrapicho. A fuga ocorreu nessa madrugada de sábado para domingo. Não se sabe ainda quantos presos fugiram. ------ Com os presos todos soltos no pavilhão e pelos corredores, a tendência é fugir mais ainda, uma vez que os Agentes Penitenciários e a Polícia Militar não têm acesso aqueles locais, o que deixam os presos mais à vontade para realizar fugas e praticar diversos crimes. Essa é a realidade do sistema prisional do Ceará. texto e fotos - Natanael Andrade