MAJOR PM DA SEAPRJ INVESTIGADO PELA POLICIA, ACUSADO DE TER RECEBIDO DINHEIRO DE EMPRESA QUE FORNECEU TORNOZELEIRAS ELETRÔNICAS PARA A SECRETARIA

A Delegacia Fazendária da Polícia Civil investiga se o major da PM Luiz Otavio Altmayer Odawara - que era responsável pela central de monitoramento de presos que usam tornozeleiras eletrônicas no Estado do Rio - recebeu dinheiro com a contratação da empresa paranaense Spacecom Monitoramento S/A, em março do ano passado, pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). O inquérito foi aberto a partir de denúncias anônimas enviadas ao Disque-Denúncia, em abril do ano passado, após o EXTRA publicar reportagem denunciando problemas com os equipamentos da companhia. A delegacia investiga se o patrimônio de Luiz Otávio Odawara é compatível com os seus rendimentos. A promotora Glaucia Santana, da 6ª Promotoria de Tutela Coletiva da Cidadania do Ministério Público, também tem uma investigação aberta sobre o patrimônio do oficial. A Seap não chegou a pagar pelos serviços da Spacecom, já que a empresa ofereceu à secretaria dois meses de testes gratuitamente, e, em seguida, o contrato acabou não sendo assinado. Ainda assim, a polícia acredita que o major tenha recebido alguma vantagem, uma vez que havia dois pareceres da própria secretaria dizendo não haver interesse sequer em testar os equipamentos da empresa, pois os valores de seus serviços eram altos. Os documentos são datados de 11 e 14 de fevereiro de 2014. Em 10 de março, as tornozeleiras da Spacecom começaram a ser testadas nos presidiários. A Delegacia Fazendária quer saber por que a Spacecom foi avaliada, mesmo com os posicionamentos contrários a isso. Para a polícia, Luiz Otavio Altmayer Odawara teria feito lobby a favor da empresa. Segundo as investigações, foi ele, na verdade, quem começou a fazer reclamações sobre o funcionamento das tornozeleiras fornecidas pelo Consórcio de Monitoramento Eletrônico, então responsável pelos equipamentos. Militar diz que não recebeu dinheiro Ao EXTRA, Odawara negou que tenha recebido qualquer benefício da Spacecom para que ela fosse testada, e garantiu que ele não foi o responsável pela contratação da empresa pela secretaria. - Estou muito tranquilo quanto a essa investigação, pois já fiz tudo o que era possível para provar que não recebi vantagem. Eu sequer participei da contratação da Spacecom - explica. Representante da Spacecom, Savio Bloomfield também negou que o major tenha recebido dinheiro da empresa. - O Odawara não teve qualquer tipo de vantagem com a nossa contratação. Quem teve vantagem mesmo foi o Estado do Rio, pois o preço de nossos serviços é cerca de um terço menor do que o oferecido pelo Consórcio de Monitoramento Eletrônico - defende-se. Em abril do ano passado, o EXTRA denunciou que os presos que usavam a tornozeleira da Spacecom precisavam ficar atados à tomada para que equipamento recarregasse. Além disso, o equipamento ficava apitando. Odawara acabou deixando o cargo na Seap após as denúncias do EXTRA. Hoje, ele está lotado na área administrativa da Subsecretaria de Inteligencia da Secretaria de Segurança. De acordo com a Seap, a Spacecom ofereceu seus serviços a título de experiência, “sem ônus para a pasta, tendo um preço praticado menor do que o usado atualmente”. Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-investiga-se-major-recebeu-dinheiro-para-beneficiar-empresa-que-forneceu-tornozeleiras-para-seap-15213643.html#ixzz3QjsxfAqy FONTE - JORNAL EXTRA ONLINE

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