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24/11/18

FUNDAÇÃO SANTA CABRINI, PRESOS QUE EXERCEM ATIVIDADE LABORATIVA NÃO RECEBEM REPASSE DE VERBAS


Antes da exoneração de irmão de Paulo Melo da Fundação Santa Cabrini, Interventor determinou ao secretário de administração Penitenciária David Anthony, auditoria na fundação com ajuda do MP/RJ e TCE/RJ.

Três semanas antes da exoneração do ex-presidente da Fundação Santa Cabrini, Jaime Melo de Sá, o secretário de Administração Penitenciária (Seap) do Rio, David Anthony, encaminhou ofícios ao Ministério Público estadual e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmando que não tinha condições de cumprir sua função de fiscalizar a autarquia. Nos documentos, foi pedido ainda auxílio para realizar uma auditoria na fundação. Jaime, irmão do deputado estadual Paulo Melo, que está preso, deixou o cargo em abril de 2018. A Fundação Santa Cabrini, subordinada à Seap, é responsável por gerenciar e repassar o pagamento pelos trabalhos executados por parte dos detentos do Rio, além de promover a capacitação deles. Jaime comandava a autarquia há mais de dez anos, com idas e vindas. Neste período, foi exonerado ao menos três vezes, Na maioria das vezes para concorrer a cargo eletivo), sendo nomeado novamente depois.

Questionada, a Seap afirmou que a primeira orientação do secretário David Antony ao novo presidente da fundação, Fernando Vidal, foi para que todos os contratos fossem auditados, além dos problemas de pagamentos dos presos, resolvidos.

A caixa preta da Fundação Santa Cabrini, é muito mais tenebrosa do que se imagina, declara S. de Oliveira, que cumpriu 8 anos de pena na SEAPRJ, 8 (oito) anos como faxina (presos classificado pela Santa Cabrini), S.  de Oliveira, declarou que; "Em todos estes anos se recebi 4 meses de repasse foi muito, entretanto sempre assinei todas as planilhas, mas o dinheiro nunca chegou, então nunca mais voltei para receber, assim como eu existem milhares, principalmente entre presos do comando vermelho que nunca voltam para receber, com certeza alguém fica com esta grana!".
Por causa da falta de recursos, o número de presos classificados como ‘‘faxinas’’ tem diminuído ao longo dos anos, segundo informações do MP. Em janeiro de 2015, eram 1.650. Já em dezembro do ano seguinte, 1.398. Atualmente, há uma média de mil.  Procurado, Jaime Melo não foi localizado.


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