Antes da exoneração de
irmão de Paulo Melo da Fundação Santa Cabrini, Interventor determinou ao secretário de administração Penitenciária David Anthony, auditoria na fundação com ajuda do MP/RJ e TCE/RJ.
Três semanas antes da exoneração do ex-presidente da Fundação
Santa Cabrini, Jaime Melo de Sá, o secretário de Administração Penitenciária
(Seap) do Rio, David Anthony, encaminhou ofícios ao Ministério Público estadual
e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmando que não tinha condições de
cumprir sua função de fiscalizar a autarquia. Nos documentos, foi pedido ainda
auxílio para realizar uma auditoria na fundação. Jaime, irmão do deputado
estadual Paulo Melo, que está preso, deixou o cargo em abril de 2018. A Fundação Santa Cabrini, subordinada à Seap, é responsável
por gerenciar e repassar o pagamento pelos trabalhos executados por parte dos
detentos do Rio, além de promover a capacitação deles. Jaime comandava a
autarquia há mais de dez anos, com idas e vindas. Neste período, foi exonerado
ao menos três vezes, Na maioria das vezes para concorrer a cargo eletivo), sendo nomeado novamente depois.
Questionada,
a Seap afirmou que a primeira orientação do secretário David Antony ao novo
presidente da fundação, Fernando Vidal, foi para que todos os contratos fossem
auditados, além dos problemas de pagamentos dos presos, resolvidos.
A caixa preta da Fundação Santa Cabrini, é muito mais tenebrosa do que se imagina, declara S. de Oliveira, que cumpriu 8 anos de pena na SEAPRJ, 8 (oito) anos como faxina (presos classificado pela Santa Cabrini), S. de Oliveira, declarou que; "Em todos estes anos se recebi 4 meses de repasse foi muito, entretanto sempre assinei todas as planilhas, mas o dinheiro nunca chegou, então nunca mais voltei para receber, assim como eu existem milhares, principalmente entre presos do comando vermelho que nunca voltam para receber, com certeza alguém fica com esta grana!".
Por causa da falta de recursos, o número de
presos classificados como ‘‘faxinas’’ tem diminuído ao longo dos anos, segundo
informações do MP. Em janeiro de 2015, eram 1.650. Já em dezembro do ano
seguinte, 1.398. Atualmente, há uma média de mil. Procurado, Jaime Melo não foi localizado.
