Prisões são lembradas apenas quando há motins, massacres e
fugas em massa. Do contrário, a mídia, as instâncias de poder, e mesmo o
público em geral, não estão interessados em saber o que se passa no interior
dos estabelecimentos prisionais. As celas insalubres, em que se apertam dezenas
de pessoas expostas a todos os tipos de violações de direitos, não incomodam.
Isso porque, presos negros e pobres fazem parte do grupo das minorias
indesejadas, assim como os servidores do sistema prisional. Assim era no
passado e assim continua sendo até hoje. Não é essa “politicazinha”
assistencialista brasileira, de pura tapeação eleitoreira, que não leva o país para
a frente.
A imprensa vem
noticiando os avanços sociais na Europa, por exemplo, que deixa nossa cara no
chão. Exemplo recente ocorreu na Holanda, que, adotando a política
penitenciária da Dinamarca e Alemanha, passou a impor a seus presidiários o
pagamento de 16 euros (mais ou menos 60 reais) por dia em que ficarem atrás das
grades. Isto se originou dos acordos pactuados pela atual coalizão no poder,
formada por liberais de direita e socialdemocratas. E busca duas coisas:
obrigar o criminoso a assumir o custo de seus atos, e poupar; concretamente 65
milhões de euros (230 milhões de reais), em despesas judiciais e policiais por
ano.
Aqui no nosso Brasil, agem como se fosse terra sem dono, é
exatamente o contrário: constroem-se todos os anos presídios, mas de vez em
quando são destruídos pelos próprios presos; os detentos, que raramente
trabalham, bem como a sua família, ainda recebem do Governo Federal, uma ajuda
de custo superior ao salário mínimo que o pobre trabalhador rala para receber.
Aqui, quem paga é quem não cometeu o crime: aquele que trabalha e paga seus
impostos!!
Se o governo bem
pensasse, o dinheiro de cada presídio seria economizado para construir várias
escolas, seguindo o exemplo do Japão e da Alemanha. Mas no Brasil, temos
deputados que se unem aos seus supostos adversários políticos, para aprovarem
leis que atendam os interesses de ambos. Foi o caso do Projeto de lei que proibiu
a revista nas unidades prisionais, onde o deputado Marcelo Freixo e Jorge
Piciani, encontraram ponto incomum para a tão improvável união dos supostamente
opostos.
Apesar das posições políticas distintas, Freixo afirmou que:
uma eventual aprovação do projeto não seria uma "vitória da oposição, mas
sim do consenso". "Essa é uma casa da diferença. E quando a diferença
entende que há um ponto comum, quem ganha é a democracia", disse. Na
verdade, quem ganhou mesmo foram os dois deputados e o crime organizado, Jorge
Picciani faturou com a compra dos Scanners pela A.L.E.R.J, que posteriormente foi "doado para SEAP-RJ, Freixo faturou com os
louros eleitorais a sua base de sustentação política, enquanto o crime pôde
contar com maiores facilidades e impunidades no cárcere.
E o País?
Nada ganhou como no caso dos países da Europa, pois o assistencialismo de
interesses criminosos praticados por falsos defensores dos direitos humanos,
são tão nocivos a sociedade quanto políticos do calibre de Piciani, Sergio
Cabral e demais membros destas infinitas organizações criminosas, sejam elas MDB ou
CV.
