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25/05/18

DIGNIFICAÇÃO DO SISTEMA PRISIONAL -



Prisões são lembradas apenas quando há motins, massacres e fugas em massa. Do contrário, a mídia, as instâncias de poder, e mesmo o público em geral, não estão interessados em saber o que se passa no interior dos estabelecimentos prisionais. As celas insalubres, em que se apertam dezenas de pessoas expostas a todos os tipos de violações de direitos, não incomodam. Isso porque, presos negros e pobres fazem parte do grupo das minorias indesejadas, assim como os servidores do sistema prisional. Assim era no passado   e assim continua sendo até hoje. Não é essa “politicazinha” assistencialista brasileira, de pura tapeação eleitoreira, que não leva o país para a frente.
 A imprensa vem noticiando os avanços sociais na Europa, por exemplo, que deixa nossa cara no chão. Exemplo recente ocorreu na Holanda, que, adotando a política penitenciária da Dinamarca e Alemanha, passou a impor a seus presidiários o pagamento de 16 euros (mais ou menos 60 reais) por dia em que ficarem atrás das grades. Isto se originou dos acordos pactuados pela atual coalizão no poder, formada por liberais de direita e socialdemocratas. E busca duas coisas: obrigar o criminoso a assumir o custo de seus atos, e poupar; concretamente 65 milhões de euros (230 milhões de reais), em despesas judiciais e policiais por ano.
Aqui no nosso Brasil, agem como se fosse terra sem dono, é exatamente o contrário: constroem-se todos os anos presídios, mas de vez em quando são destruídos pelos próprios presos; os detentos, que raramente trabalham, bem como a sua família, ainda recebem do Governo Federal, uma ajuda de custo superior ao salário mínimo que o pobre trabalhador rala para receber. Aqui, quem paga é quem não cometeu o crime: aquele que trabalha e paga seus impostos!!
 Se o governo bem pensasse, o dinheiro de cada presídio seria economizado para construir várias escolas, seguindo o exemplo do Japão e da Alemanha. Mas no Brasil, temos deputados que se unem aos seus supostos adversários políticos, para aprovarem leis que atendam os interesses de ambos. Foi o caso do Projeto de lei que proibiu a revista nas unidades prisionais, onde o deputado Marcelo Freixo e Jorge Piciani, encontraram ponto incomum para a tão improvável união dos supostamente opostos.
Apesar das posições políticas distintas, Freixo afirmou que: uma eventual aprovação do projeto não seria uma "vitória da oposição, mas sim do consenso". "Essa é uma casa da diferença. E quando a diferença entende que há um ponto comum, quem ganha é a democracia", disse. Na verdade, quem ganhou mesmo foram os dois deputados e o crime organizado, Jorge Picciani faturou com a compra dos Scanners pela A.L.E.R.J, que posteriormente foi "doado para SEAP-RJ, Freixo faturou com os louros eleitorais  a sua base de sustentação política, enquanto o crime pôde contar com maiores facilidades e impunidades no cárcere.

E o País?

Nada ganhou como no caso dos países da Europa, pois o assistencialismo de interesses criminosos praticados por falsos defensores dos direitos humanos, são tão nocivos a sociedade quanto políticos do calibre de Piciani, Sergio Cabral e demais membros destas infinitas organizações criminosas, sejam elas MDB ou CV.


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