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03/01/17

Parceria Pública Privada, a mais nova Maquina de Lavar Dinheiro Público

Em 18 de agosto de 2016 os EUA admitiu o que especialistas de toda parte do mundo já preconizava há tempos, a privatização de presídios não atendeu as demandas daquele país, e nunca atenderá em nenhuma parte do mundo. O Brasil, hoje beirando o estratosférico número de 600 mil presos e ocupando o 4° lugar no vergonhoso ranking de lotação carcerária, vive o caos em todas as unidades federativas em se tratando de prisões. No mesmo mês de agosto/2016 o governo Michel Temer, após uma viagem a China, anunciou "abertura para o capital privado em todos os setores possíveis" inclusive o setor penitenciário, em contra mão do que a maior potencia mundial, EUA, anunciou às duras penas após 10 anos de experiência com privatizações de presídios. Basta saber a quem interessa estas parcerias, quem são os personagens desta mina de ouro inesgotável, privatizações nada mais é do que obter lucros altíssimos as custas de dinheiro público, por trás de todo lobby de grupos organizados dentro de câmaras municipais, assembléias legislativas e congresso, existem políticos raposas velhas do cenário federal de olho na obtenção de lucros infindáveis, Temer criou uma secretaria que vai desenvolver o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) tendo como seu principal objetivo as privatizações e as Parcerias Público-Privadas (PPPs), Moreira Franco(PMDB), conhecido no meio político como o "czar das privatizações" foi agraciado para o comando desta secretaria que tem um orçamento de 25 bilhões  de reais que serão distribuídos entre as empresas vencedoras das licitações e concessões. Podemos observar que nunca se faz lobby sem que haja muito dinheiro e interesses envolvidos, porém a fórmula verba pública+privatizações+leniência da justiça vem ocasionando um verdadeiro holocausto dos tempos modernos, sem alardes e com o completo silêncio da sociedade em geral. A velha malandragem em dar capa de legalidade as manipulações políticas que cada vez sugam mais e mais as trilionárias verbas públicas nem que para isto se ponha em jogo a vida de centenas de milhares de pessoas como se pode observar na área de Saúde, com Organizações Sociais que nunca funcionaram mas encheram os bolsos dos seus supostos gestores e continuam em pleno vigor. A bola da vez é o Sistema Penitenciário que desde 2000 está na mira dos privatistas quando foi instalada a primeira PPP penitenciária do Brasil no estado do Paraná, na cidade de Guarapuva, porém em 2006 o estado do Paraná retomou a administração dos presídios por ter se tornado caro e não cumprir mais seu papel social, no mesmo sentindo seguiu o estado do Ceará, na cidade de Juazeiro do Norte que também retomou os presídios em 2013. Em MG, Ribeirão das Neves no mesmo ano de 2013 foi concluída uma PPP sob o governo Aécio Neves, PPP esta usada amplamente como exemplo pelos atuais gestores da SEAP/RJ, que pretendem implantar o modelo no município de Rezende/RJ. 

Brasil
- Existem no Brasil aproximadamente 550 mil presos.
- São aproximadamente 340 mil vagas no sistema prisional.
- O Brasil está em 4o lugar no ranking dos países com maior população carcerária no mundo, atrás de EUA, China e Rússia.
- Entre 1992 e 2012 o Brasil aumentou sua população carcerária 380%.
- Empresas dividem a gestão de penitenciárias com o poder público em pelo menos 22 presídios de sete estados: Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Tocantins, Bahia, Alagoas e Amazonas.

Estado do Amazonas, Manaus, 01 de Janeiro de 2017

     
Complexo Penitenciário Anísio Jobim(COMPAJ), conflito entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) oriunda de São Paulo  e Família do Norte, formada por vários grupos criminosos da região norte do país, resultou na morte, degola e esquartejamento de 70 presos. O COMPAJ é administrada pelo Consórcio Pamas – Penitenciárias do Amazonas, formado pelas empresas Umanizzare Gestão Prisional e Serviços e LFG Locações e Serviços Ltda., fechou contrato com o governo com prazo de 27 anos, prorrogável até 35 anos, e valor de R$ 205,9 milhões.                                                                                                                          A deputada estadual  Alessandra Campelo(PMDB/Amazonas) fez denúncias em rede nacional que "chefes" do crime organizado recebem regalias e complacência dentro do COMPAJ. As celas dos chefões são verdadeiros quartos de hotéis, onde consomem bebibas alcóolicas como whiskys, portam armas e tudo que a Lei de Execuções Penais proíbe.
     Em março de 2015, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais do Amazonas também fez graves denúncias no site Atual Amazonas  de acordo com Rocinaldo Silva, "a empresa Umanizzare, que no ano passado recebeu do governo do Estado R$ 137,2 milhões, é a mesma que administra os presídios do Amazonas desde 2003, e que vem apenas trocando de CNPJ. “A empresa é do mesmo dono da Conap (Companhia Nacional de Administração Prisional), que chegou aqui em 2003”, disse. O dono, segundo ele, é Luiz Gastão Bitencourt, um influente empresário do Estado do Ceará, que preside a Federação do Comércio daquele Estado.



"O presidente do Sindicato afirma que sempre que a empresa administradora dos presídios se envolve com um problema, como rebelião, fuga ou morte no sistema carcerário, é substituída, mas a substituição, de fato, ocorre só na razão social. Funcionários e os serviços prestados continuam os mesmos. “Depois da Conap, foi criada a Auxílio, depois da Auxílio, veio a RH Multi Serviços, e, agora, a Umanizzare, mas a direção das empresas é sempre a mesma”, afirmou. A segunda empresa citada é a Auxílio   Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda. e a terceira, a RH Multi Serviços Administrativos Ltda."


     Uma velha tática é colocada em prática em todos os entes federados pelos mesmos políticos gananciosos de facções chamadas partidos políticos, o sucateamento e abandono do que é dever do estado gerir, causando o caos para logo  em seguida ser oferecida por pseudos especialistas a solução, somente após anos de lucros sem o mínimo de fiscalização de Tribunais de Contas chega-se a conclusão de que PPP não funciona e muito menos ressocializa  encarceirados, não atende os interesses da população e sim de alguns poucos que conforme relatado pelo sindicato de servidores do AM jamais são punidos.


amazonasatual.com.br

MANAUS – O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Amazonas (Sinspeam), Rocinaldo Jesus da Silva, disse, nesta sexta-feira, que vai pedir investigação da Policia Federal ...

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