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05/12/15

Crise financeira no Estado do Rio atinge a alimentação de internos e funcionários do Degase

A crise no Governo do Estado do RJ, que recentemente anunciou o parcelamento dos salários de quase metade dos servidores do Rio, também teve efeitos na prestação dos serviços. Com a suspensão do pagamento de alguns fornecedores, como a empresa Masan, que presta serviços de preparo das alimentações servidas aos funcionários de diversas unidades, interrompeu os serviços prestados na cozinha de unidades como a Escola João Luiz Alves e o Cense Gelso Carvalho do Amaral (CTR), ambos na Ilha do Governador. Agentes da unidade denunciaram que a comida, que antes era preparada própria unidade em sistema de bandejão, teve que ser que ser preparada e enviada em quentinhas por outra empresa, a DenJud, que por enquanto não parou. Como a DenJud não presta serviços de alimentação em todas as unidades do órgão, as quentinhas foram preparadas no Cense Dom Bosco e encaminhadas para a unidade. A alimentação do almoço (arroz, feijão, repolho e carne moída) e do jantar (arroz, angu e carne moída), era de qualidade péssima, fria e com odor de comida estragada, mas foi o que os servidores tiveram que comer. Além da falta de alimentação, os Agentes que não levaram talheres de casa, tiveram que improvisar colheres com a tampa de alumínio das quentinhas, uma vez que não foram enviados talheres junto com a comida. Também estão faltando produtos básicos como material de limpeza e até mesmo papel higiênico. Enquanto os servidores que trabalham em contato direto com os adolescentes, amargam as consequências diretas da crise, a crise passa longe da alta gestão do Departamento. Nos dias 2 e 3 de Dezembro, foi organizado pela Direção Geral do órgão, o VI seminário Socioeducativo, que aconteceu no auditório da Escola João Luiz Alves. No evento, servidores viram a fartura oferecida ao seleto público: Refrigerantes, bolos, pães a metro e salgadinhos diversos.

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