SINDAPERJ - SAI EM DEFESA DOS DIRETORES QUE SÃO VERDADEIROS HERÓIS QUE ADMINISTRAM O CAOS NA SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO PENITENCIARIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Com o episódio da detenta que deu a luz em uma cela de isolamento, vemos como a falta de estrutura, comunicação e colaboração entre setores dentro da própria SEAP/ RJ, causam grandes transtornos morais e funcionais para todos os personagens envolvidos. De quem é a culpa? Somente do diretor ou diretora da Unidade Prisional envolvida ? Muito fácil por a culpa de todas as mazelas em um ou dois servidores, de preferência com cargos de chefia para dar “resposta à sociedade”, quando todos nós sabemos que tudo parte de uma sucessão de erros fatais que acontecem diariamente dentro de uma cadeia ou até mesmo na parte administrativa da SEAP/RJ . NEGLIGÊNCIA, IMPRUDÊNCIA E IMPERÍCIA, esta é a fórmula fatídica dentro de qualquer órgão do serviço público ou privado e até mesmo na vida pessoal de cada cidadão. Porém falando especificamente deste órgão do governo do Estado do Rio de Janeiro, está fórmula vem causando há tempos grandes prejuízos a servidores, detentos e a sociedade em geral. O servidor penitenciário tem a plena consciência de que o efetivo de funcionários de uma unidade prisional , estão todos interligados entre si, através de passagens de serviço, livros de registros, ordens de serviço, memorandos, resoluções, ofícios e etc. , o fato em tela( isolamento da detenta grávida) tinha o conhecimento de todo o efetivo de servidores da UP Talavera Bruce, aconteceu dia 11 de outubro e só veio à tona nesta última semana do mês, causando a execração pública de somente duas servidoras, a diretora e a sub diretora. Diariamente, tanto em presídios femininos quanto masculinos, dão entrada como presos pessoas extremamente viciadas em drogas entre elas o “crack”, conforme as estatísticas a maioria das mulheres que vivem neste submundo das drogas, engravidam, por venderem seus corpos para adquirirem a droga, quando cometem algum delito e são presas, na maioria das vezes estão grávidas, passam por grave abstinência por falta das substancias ilícitas dentro da prisão, o sistema prisional do estado do Rio de Janeiro conta atualmente com apenas uma unidade especializada neste tipo de tratamento para dependentes químicos. O crack, como é facilmente vistos pelas ruas do Rio de Janeiro, virou uma epidemia sem controle, portanto o sistema prisional não se adequou a esta realidade e demanda, diretores de presídios ao receberem presos dependentes químicos enviam vários ofícios ao hospital prisional próprio para tratamento e custódia de dependentes químicos, porém , devido a grande demanda, são vários meses de espera, com isso os servidores, outros detentos e até mesmo os dependentes químicos passam os mais variados riscos de morte devido as sequelas deixadas por drogas como o crack. O sistema penitenciário mundial, se baseia em uma pirâmide óbvia, governantes, secretários, coordenadores, diretores, servidores administrativos, servidores da atividade fim (galerias) e serviço técnico (serviço social, psicologia, médicos, enfermagem, professores) no Estado do Rio de Janeiro é basicamente isso. No entanto, seria extrema covardia atribuir uma suposta acusação de ação ou omissão a somente duas pessoas, todos da pirâmide tem sua parcela de culpa, portanto a Tribuna Penitenciária/RJ vem a público pedir as autoridades competentes, em especial ao juiz da VEP. que reavaliem se realmente é justo execrar publicamente servidoras que estão exercendo esta função por tantos anos e passam por todas agruras de um sistema caótico e ineficiente por falta de colaboração e informação dentro de sua própria estrutura. TRIBUNA PENITENCIÁRIA/RJ E SINDAPERJ, DEFENDENDO OS DIREITOS FUNDAMENTAIS DE AMPLA DEFESA.
