RJ e PE lideram devoluções.
O
estado que mais deixou de usar os recursos federais foi Pernambuco, em um total
de R$ 33,5 milhões. Em setembro de 2010.
O Rio de Janeiro vem em seguida, com a
segunda maior devolução de dinheiro federal. Foram canceladas dez obras para
construção e reforma de presídios, que somavam R$ 26,7 milhões.
O governo estadual informou que, devido à
mudança de gestão, os projetos passaram a ser coordenados por órgãos
diferentes. De acordo com a Secretaria de Obras fluminense, os recursos do
Depen, em parceria com a Caixa Econômica Federal, foram ampliados para a
construção de duas cadeias públicas – uma feminina e uma masculina –, com
investimentos de R$ 18.724.871,31 e R$ 12.057.983,83, respectivamente.
Desperdício e burocracia
O Brasil tem atualmente 563,7 mil pessoas
presas e um déficit de aproximadamente 200 mil
vagas no sistema
carcerário, segundo levantamento feito pelo G1 nos estados. O país está entre os cinco do mundo com
maior população de detentos.
Em maio de 2013, o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) pediu ao Ministério Público (MP) dos estados para processar
autoridades locais pelo desperdício de verba federal destinada às
penitenciárias. A solicitação era baseada em um balanço parcial do Depen, que
apontava um não aproveitamento de R$ 103,384 milhões desde 2011.
O CNJ ainda não recebeu retorno de todas
as unidades do MP acionadas, mas em alguns estados as procuradorias informaram
que não é possível responsabilizar autoridades, por não ter sido identificada
má-fé, segundo a assessoria de imprensa do conselho.
Um levantamento do Departamento Penitenciário Nacional
(Depen), ligado ao Ministério da Justiça, aponta que nos últimos dez anos 15
estados e o Distrito Federal deixaram de usar R$ 187 milhões liberados pelo
governo federal para construir e reformar presídios. Não foram adiante dezenas
de projetos, incluindo estabelecimentos de saúde e educação para detentos,
aprovados entre 2004 e 2013, para Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
O estado que mais deixou de usar os recursos federais foi Pernambuco, em um total de R$ 33,5 milhões. Em setembro de 2010.
O Rio de Janeiro vem em seguida, com a
segunda maior devolução de dinheiro federal. Foram canceladas dez obras para
construção e reforma de presídios, que somavam R$ 26,7 milhões.
O governo estadual informou que, devido à
mudança de gestão, os projetos passaram a ser coordenados por órgãos
diferentes. De acordo com a Secretaria de Obras fluminense, os recursos do
Depen, em parceria com a Caixa Econômica Federal, foram ampliados para a
construção de duas cadeias públicas – uma feminina e uma masculina –, com
investimentos de R$ 18.724.871,31 e R$ 12.057.983,83, respectivamente.
Desperdício e burocracia
O Brasil tem atualmente 563,7 mil pessoas presas e um déficit de aproximadamente 200 mil vagas no sistema carcerário, segundo levantamento feito pelo G1 nos estados. O país está entre os cinco do mundo com maior população de detentos.
O Brasil tem atualmente 563,7 mil pessoas presas e um déficit de aproximadamente 200 mil vagas no sistema carcerário, segundo levantamento feito pelo G1 nos estados. O país está entre os cinco do mundo com maior população de detentos.
Em maio de 2013, o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) pediu ao Ministério Público (MP) dos estados para processar
autoridades locais pelo desperdício de verba federal destinada às
penitenciárias. A solicitação era baseada em um balanço parcial do Depen, que
apontava um não aproveitamento de R$ 103,384 milhões desde 2011.
O CNJ ainda não recebeu retorno de todas
as unidades do MP acionadas, mas em alguns estados as procuradorias informaram
que não é possível responsabilizar autoridades, por não ter sido identificada
má-fé, segundo a assessoria de imprensa do conselho.
Um levantamento do Departamento Penitenciário Nacional
(Depen), ligado ao Ministério da Justiça, aponta que nos últimos dez anos 15
estados e o Distrito Federal deixaram de usar R$ 187 milhões liberados pelo
governo federal para construir e reformar presídios. Não foram adiante dezenas
de projetos, incluindo estabelecimentos de saúde e educação para detentos,
aprovados entre 2004 e 2013, para Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
Entre os diversos motivos alegados, destacam-se a falta
de recursos dos próprios estados para completar as obras, cancelamentos por
atrasos, inadequação de projetos alterados, problemas em licitações, suspeitas
de irregularidades e trocas no comando dos governos estaduais.
Também há situações de contratos cancelados por
determinação do governo federal, por mudanças na política carcerária; em outros
casos, segundo alguns estados, um decreto presidencial impediu o repasse de
recursos para obras que ainda não haviam iniciado (veja a lista completa de obras canceladas por unidade da
federação ao fim desta reportagem).
Os dados, compilados pelo Depen a pedido do G1, não contemplam o valor total que o
governo repassou – apenas o que foi devolvido. O que ficou no estado para ser
investido não foi informado pelo órgão. Os únicos números disponíveis
referem-se a 2012 e 2013, quando o repasse de verbas da União para o sistema
carcerário em todo o país totalizou R$ 1,2 bilhão.
O Maranhão, onde eclodiu a crise que levou o governo
federal a elaborar um plano emergencial para conter a violência nas
penintenciárias locais, foi o terceiro estado que mais devolveu recursos na
última década: R$ 23,9 milhões. O governo maranhense havia assinado três
contratos, em 2004 e 2011, para a construção de duas cadeias públicas e um
presídio no interior. Todos os acordos foram cancelados.
Se fossem concluídas, as instalações no Maranhão
somariam 681 vagas. O governo do estado informou que o cancelamento ocorreu
após o Depen ter rejeitado alterações feitas nos projetos pela Secretaria da
Administração Penitenciária (SAP) maranhense, a pedido do próprio governo
federal. Segundo o governo estadual, as duas cadeias cujos contratos foram
anulados estão sendo construídas agora com recursos do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS).
