No início desta semana a Tribuna Penitenciária/RJ recebeu a informação, logo após confirmada, que mais uma Inspetora do Instituto Penal Oscar Stevenson sofreu agressões e mordidas de uma presidiária. As servidoras desta UP receberam um informe dos Inspetores da Unidade ao lado, que uma presa estava sentada no muro que faz divisa das duas Unidades, ao interpelar e ordenar a saída da presa de cima do muro, a ISAP N. foi violentamente agredida com socos pontapés e mordidas. A sensação de impotência e de insegurança para desenvolverem suas atividades fim entre as ISAPs lotadas nesta Unidade Prisional é imensa! Após o ocorrido o Coordenador de área promoveu uma "geral" em cada cela desta Unidade, juntamente com a direção e inspetoras desta UP, vale ressaltar que é uma unidade totalmente inadequada e mal localizada geograficamente para abrigar presas de alta periculosidade, que através da Vara de Execuções Penais com base em laudos técnicos do Serviço Social e Psicológico, são contempladas com pareceres favoráveis para que passem a cumprir o benefício do regime aberto e semi aberto. O que não se consegue explicar é como presas tão violentas conseguem estes benefícios, sendo bem claro que muitas usam de dissimulação na presença dos profissionais que emitem tais laudos. Difícil acreditar que presas que batem e mordem Inspetoras teriam um bom comportamento em regime fechado, há pressa em liberar regimes com base em laudos feitos sem ao menos consultar os Inspetores Penitenciários que convivem 24h com estes confinados. Profissionais da área técnica da SEAP/RJ deveriam rever o modo de conduzir e definir estes laudos procurando ouvir além do preso, os servidores da atividade fim, o Inspetor Penitenciário. Sem dúvidas esta parceria reduziria consideravelmente a emissão de laudos para progressão de regimes a presos que na frente da "SOCIAL" se tornam uns cordeiros, mas ao conseguir seus benefícios cometem esses tipos de crimes gravíssimos contra Inspetores Penitenciários. Ressocializar é necessário, direitos são líquidos e certos, mas essa barbárie contra Inspetores já se tornou rotina nas Unidades Prisionais do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Os Inspetores Penitenciários devem ser apoiados, considerados e ouvidos por seus superiores e demais órgãos envolvidos na ressocialização do preso, os ISAPs sem sombras de dúvidas é parte importante neste processo, mas, se não forem socorridos neste momento crítico de agressões contínuas em Unidades Prisionais, nenhum projeto, por mais bonito e bem intencionado que seja no papel, não prosperará. A Tribuna Penitenciária/RJ presta solidariedade a todos os Inspetores da SEAP/RJ, divulgando e levando até as autoridades competentes tudo que for pertinente a esta classe sofrida e massacrada, para que medidas urgentes sejam tomadas para sanar qualquer dano físico, mental e jurídico contra estes servidores, os Inspetores de Segurança e Administração Penitenciária(ISAPs) MERECEM RESPEITO!
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