Em outubro de 1998, pude acompanhar o
desenrolar de uma fuga que até hoje não se tem explicação, entretanto
servidores foram demitidos para a devida satisfação a imprensa.
Preso em Bangu 1, Celsinho da
Vila Vintém foi transferido para o Hospital Penitenciário Fábio Maciel, no
antigo complexo Frei Caneca, para remoção de uma bala que estaria alojada no ante
braço sem oferecer nenhum risco a sua vida, entretanto mesmo já tendo histórico
de uma fuga comprada em que saiu pela porta da frente vestido de PM em 1994,
ainda assim foi mantido no hospital HCPFM/DESIPE, por 30 dias sem
que nenhum procedimento cirúrgico fosse realizado. Neste período toda turma da
portaria foi trocada, sendo removido os inspetores mais antigos e escalados
novos inspetores recém-contratados em concurso do antigo DESIPE (hoje SEAP),
sem nunca terem trabalhado em unidades prisionais, assumiram a portaria do COMPLEXO
DA FREI CANECA, o qual era responsável pelo controle de entrada e saída de
quatro presídios e um hospital, (qualquer semelhança com a fuga do miliciano
Batmam em 2008 e do Vicente Piragibe em 2013 não é mera coincidência) , mesmo
não ficando provado até hoje por onde o detento Celsinho da Vila Vintém teria
fugido, todos os agentes lotado na portaria do Complexo de Frei Caneca e recém
contratados, foram demitidos, entretanto os senhores responsáveis pela remoção
do preso de alta periculosidade que recomendou a transferência do
referido preso de Bangu I para um hospital para fazer uma cirurgia que nunca
aconteceu, nada sofreram, nem mesmo os coordenadores e diretor geral do DESIPE
à época em nada foi questionado. Como se pode perceber a indústria da fuga em
nosso sistema prisional só responsabiliza e demite quem não tem nada haver com
ela (bucha, boi de piranha) o "ISAP" e de preferência recém
contratado. Como podemos observar, e está bem nítido, é que o modus operandi é
sempre o mesmo, transferências desnecessárias e sem motivos aparente, consultas
médicas também desnecessárias, primeiros plantões de inspetores recém
contratados e inexperientes de rotina de cadeia, vale ressaltar que um ofício
antes de ser entregue em uma unidade prisional para tais movimentações de
presos, são autorizados e assinados por coordenações de segurança e prisionais,
quando chegam a seu destino (as unidades de onde sairão estes presos) somente
são cumpridas as ordens superiores. E para deixar mais crítica e notório
esquema de corrupção no que se refere a fuga em 2013 no VP, foi o depoimento da
Senhora M. da Silva que na época frequentava a unidade prisional como visitante
do seu irmão ali recluso, em que relatou para nossa equipe da Tribuna o fato de
que uma planta do sistema de esgoto da unidade prisional Vicente Piragibe teria sido negociada entre membros da Coordenação de Bangu e internos de
Bangu 3, antes mesmo de serem transferidos posteriormente para o Vicente
Piragibe.
Vamos torcer para que o fato seja
apurado e o servidor injustiçado reintegrado ao seu Cargo de Inspetor, conquistado
com muito suor e sacrifício.....
E. Chemale - Jornalista
