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27/07/15

A VERDADE COMEÇA VIR A TONA - TRIBUNA REVINDICA REINTEGRAÇÃO DOS INSPETORES VITIMAS DE FUGAS PLANEJADAS E PUNIÇÃO DOS VERDADEIROS CULPADOS


Em outubro de 1998, pude acompanhar o desenrolar de uma fuga que até hoje não se tem explicação, entretanto servidores foram demitidos para a devida satisfação a imprensa.
Preso em Bangu 1,  Celsinho da Vila Vintém foi transferido para o Hospital Penitenciário Fábio Maciel, no antigo complexo Frei Caneca, para remoção de uma bala que estaria alojada no ante braço sem oferecer nenhum risco a sua vida, entretanto mesmo já tendo histórico de uma fuga comprada em que saiu pela porta da frente vestido de PM em 1994,  ainda assim foi mantido no  hospital HCPFM/DESIPE, por 30 dias sem que nenhum procedimento cirúrgico fosse realizado. Neste período toda turma da portaria foi trocada, sendo removido os inspetores mais antigos e escalados novos inspetores recém-contratados em concurso do antigo DESIPE (hoje SEAP), sem nunca terem trabalhado em unidades prisionais, assumiram a portaria do COMPLEXO DA FREI CANECA, o qual era responsável pelo controle de entrada e saída de quatro presídios e um hospital, (qualquer semelhança com a fuga do miliciano Batmam em 2008 e do Vicente Piragibe em 2013 não é mera coincidência) , mesmo não ficando provado até hoje por onde o detento Celsinho da Vila Vintém teria fugido, todos os agentes lotado na portaria do Complexo de Frei Caneca e recém contratados, foram demitidos, entretanto os senhores responsáveis pela remoção do preso de alta periculosidade  que recomendou a transferência do referido preso de Bangu I para um hospital para fazer uma cirurgia que nunca aconteceu, nada sofreram, nem mesmo os coordenadores e diretor geral do DESIPE à época em nada foi questionado. Como se pode perceber a indústria da fuga em nosso sistema prisional só responsabiliza e demite quem não tem nada haver com ela (bucha, boi de piranha) o "ISAP" e de preferência recém contratado. Como podemos observar, e está bem nítido, é que o modus operandi é sempre o mesmo, transferências desnecessárias e sem motivos aparente, consultas médicas também desnecessárias, primeiros plantões de inspetores recém contratados e inexperientes de rotina de cadeia, vale ressaltar que um ofício antes de ser entregue em uma unidade prisional para tais movimentações de presos, são autorizados e assinados por coordenações de segurança e prisionais, quando chegam a seu destino (as unidades de onde sairão estes presos) somente são cumpridas as ordens superiores. E para deixar mais crítica e notório esquema de corrupção no que se refere a fuga em 2013 no VP, foi o depoimento da Senhora M. da Silva que na época frequentava a unidade prisional como visitante do seu irmão ali recluso, em que relatou para nossa equipe da Tribuna o fato de que uma planta do sistema de esgoto da unidade prisional Vicente Piragibe teria sido negociada entre membros da Coordenação de Bangu e internos de Bangu 3, antes mesmo de serem transferidos posteriormente para o Vicente Piragibe.
Vamos torcer para que o fato seja apurado e o servidor injustiçado reintegrado ao seu Cargo de Inspetor, conquistado com muito suor e sacrifício.....

E. Chemale - Jornalista










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